Publicidade
Publicidade - Super banner
Empresas
enhanced by Google
 

Fibria questiona duto da Petrobras em área no Mato Grosso do Sul

Fibria questiona duto da Petrobras em área no Mato Grosso do Sul

Reuters |

SÃO PAULO, 20 de setembro (Reuters) - A audiência pública para a apresentação do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA/Rima) da Petrobras para a sua futura fábrica de fertilizantes em Três Lagoas (MS), na última quinta-feira, foi marcada pela participação e por questionamentos da Fibria.

As duas empresas estarão próximas, e a Fibria questiona o fato de que a Petrobras planejaria que dutos passassem pelo subsolo de suas terras. A companhia de papel e celulose afirma que não deu à Petrobras anuência para a colocação dos dutos.

Segundo a responsável pelo Instituto do Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul) em Três Lagoas, Délia Francisca Villamayor Javorka, em qualquer processo para a concessão do EIA/Rima, se houver entrada em terreno de terceiros, a autorização deve ser apresentada ao Imasul.

"Quando a Petrobras iniciou os estudos de impacto ambiental percebeu que poderia construir um duto que levaria a água dos efluentes da estação de tratamento, na Petrobras, para o Rio Paraná. Entretanto, a área que foi doada à Petrobras não tem acesso direto ao rio", explica Délia.

De acordo com ela, a Petrobras tinha duas opções: usar uma fazenda vizinha ou passar pela área da Fibria. "A Petrobras conversou com a Fibria, mas não houve tempo hábil para a conversa progredir".

No protocolo do estudo de impacto ambiental, diz a responsável pelo Imasul, foram colocadas todas as alternativas, inclusive as que incluem a área da Fibria.

"Na audiência pública, a Fibria fez um manifesto afirmando que não tinha dado anuência e que precisava de mais dados", disse Délia.

Em nota, a Fibria confirmou a falta da anuência.

"Em audiência pública da fábrica de fertilizantes nitrogenados da Petrobras, realizada no dia 16 de setembro, a Fibria esclareceu que não concedeu anuência à proposta de passagem de dutos de efluentes da Petrobras por áreas de reserva ambiental e de plantios comerciais de eucalipto sob a sua responsabilidade", disse a empresa.

A Fibria, então, colocou-se à disposição para avaliar, em conjunto com a Petrobras, "uma alternativa tecnicamente viável, ambientalmente segura, do interesse de ambas as companhias e da comunidade de Três Lagoas."

Procurada pela Reuters, a Petrobras não respondeu imediatamente.

Segundo a responsável pelo Imasul em Três Lagoas, o órgão ambiental sul-matogrossense vai formalizar um Ofício de Pendência e, a partir de então, a Petrobras terá até 60 dias para que a anuência da Fibria --ou uma alternativa-- seja apresentada.

A Fibria possui uma unidade produtora de 1,3 milhão de toneladas de celulose por ano em Três Lagoas, inaugurada no início de 2009. Já a fábrica da Petrobras deverá produzir 81 mil toneladas de amônia e 1,21 milhão de toneladas de ureia por ano a partir de 2014.

(Por Carolina Marcondes)

Leia tudo sobre: NEGOCIOSPAPELFIBRIAPETROBRAS

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG