Há dois anos, Ian Robertson, de 52 anos, quebrou uma tradição no Grupo BMW, algo raro em uma empresa alemã: tornou-se o único inglês fazer parte do comitê administrativo da companhia, que também engloba as marcas Mini e Rolls-Royce

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Há dois anos, Ian Robertson, de 52 anos, quebrou uma tradição no Grupo BMW, algo raro em uma empresa alemã: tornou-se o único inglês fazer parte do comitê administrativo da companhia, que também engloba as marcas Mini e Rolls-Royce. O executivo assumiu a vice-presidência de Vendas e Marketing, função acumulada à presidência da Rolls-Royce, que exerce desde 2005. A entrevista a seguir foi concedida na sede da BMW, durante um evento para apresentar novas tecnologias. Robertson falou sobre carros elétricos, a ameaça do Audi A1, o lançamento do Mini Countryman e a possibilidade de uma fábrica no Brasil (a BMW já monta no País a motocicleta GS 650, com a Dafra, em Manaus), entre outros assuntos.As tecnologias e os conceitos que desenvolvemos para carros elétricos são mesmo para uso na cidade apenas. Não teremos um veículo de autonomia estendida a curto prazo. Mas para o futuro isso é uma possibilidade.Temos experiência nisso e é mais fácil atender o que o consumidor busca. Além disso, dá mais personalidade ao produto. As imagens poderiam se confundir, caso ele fosse lançado pela BMW ou a Mini, por exemplo.As chances são remotas. A não ser que o volume de veículos vendidos atinja um patamar razoável. No volume atual é inviável, mesmo se considerarmos toda a região (América do Sul). Construímos uma fábrica na China, mas é para produzir 150 mil carros por ano. No caso do Brasil, importar ainda é a melhor opção.Creio que antes de isso acontecer a Audi vai ter bastante trabalho para vender tantos A1 quanto necessários para tomar nossa posição. Há um longo caminho a percorrer.Não podemos ficar no mesmo lugar com um produto cujos traços principais são de 50 anos atrás. As pessoas querem carros maiores, mais versáteis. Essa é uma forma, por outro lado, de atingir um maior número de consumidores. É preciso evoluir.Não é nosso objetivo. Cada marca tem seu próprio grupo de desenvolvimento e será mantida assim (mais tarde, um fonte ligada à BMW afirmou que o troca de plataformas entre a empresa alemã e a Mini já está em fase de desenvolvimento).

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