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“Descobrimos meia Bolívia”, diz Eike sobre descoberta de gás

Reservas no Maranhão devem gerar produção diária de 15 milhões de metros cúbicos do insumo, segundo o empresário

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |

O empresário Eike Batista comparou a descoberta de gás da sua empresa OGX na bacia do Parnaíba, no Maranhão, com a produção da Bolívia, país que fornece mais da metade do insumo que o País consume atualmente. Segundo ele, as descobertas vão propiciar produção de 15 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A Bolívia entrega cerca de 30 milhões de metros cúbicos diariamente, segundo contrato firmado com a Petrobras.

“O Evo Morales tirou minha siderúrgica lá e nós viemos procurar gás do lado de cá”, brincou o empresário, ao lembrar da saída forçada do país vizinho. O último poço perfurado tem vazão para produzir 400 mil metros cúbicos por dia, um potencial oito vezes maior do que esperava a companhia. A OGX comunicou ao mercado que identificou a presença de gás no poço 1-OGX-16-MA, no bloco PN-T-68, na bacia terrestre do Parnaíba.

"Esta descoberta abre uma nova fronteira exploratória em uma bacia terrestre, fato que não ocorria há aproximadamente duas décadas no Brasil. Convém também ressaltar que a campanha exploratória, iniciada em outubro de 2009, está sendo conduzida por companhias brasileiras, obtendo importantes resultados em tempo recorde" comentou Paulo Mendonça, Diretor Geral da OGX, em nota ao mercado.

Divulgação
Eike Batista
Novos prospectos

A empresa relata que já conseguiu mapear na região cerca de 20 novos prospectos, pontos onde se concentram hidrocarbonetos. Cinco deles estão situados na mesma área, "sinalizando para o altíssimo potencial desta região da bacia", onde a OGX possui 7 blocos numa área de 21 mil quilômetros quadrados. As novas reservas exigem investimentos de US$ 400 milhões, com a perfuração de 15 poços.

"A perfuração do poço OGX-16, prospecto denominado Califórnia, continua em andamento até a profundidade total estimada de 3.450 metros em buscas de novos objetivos exploratórios. A empresa informa ainda que o poço OGX-16, localizado no bloco PN-T-68, situa-se a aproximadamente 260 km de São Luis, capital do Maranhão. A sonda QG-1, fornecida pela Queiroz Galvão, iniciou as atividades de perfuração no dia 5 de julho de 2010.
 

O gás descoberto vai abastecer usinas da MPX, braço de Eike Batista para a área de energia. O grupo possui termelétricas que vão alimentar a região com eletricidade. A área de descobertas perpassam 29 cidades, mas muitas outras devem ser abasctecidas. 

O diretor-presidente da MPX, Eduardo Karrer, afirmou que as reservas de gás recém descobertas não vão demorar muito para render ganhos ao grupo EBX. O executivo avalia que em um ano e meio o gás já estará sendo apropriado, graças a tecnologia implantada nas térmicas do grupo.

A Petrobras já havia perfurado poços na Bacia do Parnaíba, há 30 anos, segundo confirmou Paulo Mendonça, executivo de Eike que trabalhou na estatal. Numa época em que se procurava petróleo e não gás natural, a estatal não teria encontrado reservas com viabilidade comercial.

“Isso era um projeto antigo com a Bolívia”, lembra Eike. O gás descoberto abasteceria sua siderúrgica no país vizinho, mas o presidente boliviano não permitiu a continuidade do projeto.

As reservas novas encontradas no Maranhão devem modificar o cronograma da OGX. “Ainda é muito cedo para falar, mas certamente sim, haverá mudanças”, acrescentou Mendonça, acrescentando que a empresa obteve 100% de sucesso nas perfurações de na bacia de Campos.

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