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Volume de Franco e Libra pode chegar a 13 bilhões de barris, praticamente o mesmo que a Petrobras descobriu nas áreas já licitadas

As descobertas estimadas do pré-sal já são suficientes para praticamente triplicar as reservas brasileiras de petróleo. Libra e Franco, os maiores propectos que a União não leiloou para a iniciativa privada - pelo menos até agora - guardam cerca de 13 bilhões de barris, segundo levantamentos preliminares. O volume não considera óleo de blocos como Pau-Brasil, Tupi Nordeste, entre outros que foram, ao lado de Franco, incluídos na cessão onerosa da União para a Petrobras.

Antes de Libra e Franco pela União, representada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), as áreas de Tupi (5 a 8 bilhões de barris), Iara (3 a 4 bilhões de barris), Guará (1 bilhão a 2 bilhões) e outros campos do pré-sal no Espírito Santo (cerca de 1 a 2 bilhões) já haviam sido estimadas. Como ainda estão em fase de testes, não entraram ainda, assim como Franco e Libra, na conta de reservas provadas do Brasil, que somam cerca de 13 bilhões a 14 bilhões de barris.

"Sucesso estrondoso" não visto nos últimos 20 anos

O poço de Libra ainda está sendo perfurado e deve ser concluído em até um mês. Mas estudos sísmicos antecipam a existência do grande potencial. "Levantamentos mostram estrutura grande nestas áreas do pré-sal. No caso de Libra, sabemos que esta estrutura grande está cheia de hidrocarbonetos", afirma a diretora da ANP, Magda Chambriard, após participar de seminário na Rio Oil and Gas 2010, que acontece de 13 a 16 de setembro no Riocentro. "Se confirmado, temos algo muito significativo, muito grande em termos de petróleo, em Libra". O poço que está sendo perfurado pode confirmar "um sucesso estrondoso", não visto nos últimos 20 anos no mundo, segundo ela.

Libra fica localizado na Bacia de Santos, numa região de 35 quilômetros quadrados, ao lado de Franco, a Nordeste de Iara. São áreas na mesma região de Tupi, mais ao Norte.

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