Após atingir a máxima histórica de 68,7 pontos em janeiro, o indicador da CNI começou a recuar. Este mês ficou em 62,8 pontos

Os empresários do setor industrial estão se mostrando menos confiantes na economia brasileira neste mês. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou de 63,4 pontos em setembro para 62,8 pontos outubro. "Mesmo assim, as perspectivas são positivas, porque o ICEI está acima dos 50 pontos (marca que separa o otimismo do pessimismo) e é 3,3 pontos superior à média histórica", informa a CNI em relatório.

Após atingir a máxima histórica de 68,7 pontos em janeiro, o indicador começou a recuar. Agora, se aproxima do patamar pré-crise, de 62 pontos. Para a CNI, tal movimento é natural. "Geralmente os empresários estão mais otimistas no início do ano, e janeiro último coincidiu ainda com o setor industrial saindo da crise", diz o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.

Na comparação com outubro de 2009, entretanto, também é possível verificar queda na confiança dos empresários. Neste caso, a retração no indicador é de 3,1 pontos. Fonseca explica que, no ano passado, o empresário olhava para trás e via a crise. Por isso, o otimismo era elevado. "Hoje, ele olha para trás e vê que já houve melhoras e, portanto, o cenário não deverá melhorar tanto", argumenta. A redução do ICEI reflete o menor otimismo com a situação atual, uma vez que o indicador de expectativa para os próximos seis meses permaneceu estável.

A oscilação foi de apenas 0,1 ponto, passando de 65,8 pontos em setembro para 65,9 em outubro. Já o índice que mede a percepção dos empresários quanto ao presente caiu de 58,4 em setembro para 56,8 em outubro. "Os empresários continuam confiantes para os próximos seis meses. Eles apenas notaram que vão continuar crescendo menos em relação ao passado recente", conclui Fonseca.

Setores

Na indústria extrativa, o índice de confiança diminuiu 1,9 ponto neste mês em relação a setembro, passando de 64,1 para 62,2 pontos. O mesmo ritmo de queda foi visto na construção civil, onde o indicador passou de 64,8 para 62,9 pontos no período. Na indústria de transformação, o ICEI ficou estável, com leve recuo de 0,1 ponto, passando de 62,1 para 62 pontos entre setembro e outubro.

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