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Comperj já tem fornecedores de serviços básicos

Petrobras fecha contrato com japonesa Mitsui, cingapuriana Sembcorp e grupo liderado pela brasileira UTC Engenharia

André Vieira, iG São Paulo |

A Mitsui, um dos maiores conglomerados do Japão, com faturamento superior a US$ 100 bilhões, e a Sembcorp, com receita de US$ 7 bilhões, que tem o fundo soberano Temasek, controlado pelo governo de Cingapura, como principal acionista, se juntaram a um consórcio luso-brasileiro para conquistar um dos grandes contratos do País: o de fornecimento de serviços básicos ao Comperj, o Complexo Petroquímica do Rio de Janeiro (Comprej), a maior obra em andamento da Petrobras.

Divulgação
Terreno onde será erguido o Comperj em Itaboraí: contrato de serviços básicos

Segundo apurou o iG, os grupos japonês e o cingapuriano formaram com a Utilitas Participações, que reúne capitais brasileiros e portugueses, a SMU Energia e Serviços de Utilidades.

Esta empresa ficará responsável pelo suprimento de energia e vapor, tratamento e recuperação de água, além do fornecimento de hidrogênio ao complexo industrial, localizado em Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro. Cada um dos sócios terá 33,3% do capital da SMU.

O maior sócio da Utilitas é a TEC Participações, empresa do grupo UTC Engenharia, do empresário Ricardo Pessoa. Ele detém 50% do capital da empresa que tem ainda como sócio duas empresas de consultoria e projetos (Aquacon, com 25% do capital e a Ecoaqua Soluções, do grupo português SGC, que detém os demais 25%).

Na quinta-feira, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, confirmou a assinatura dos contratos, mas não soube dizer os nomes dos parceiros. Procurada ao longo da sexta-feira, a  assessoria de imprensa da Petrobras não localizou nenhum executivo para comentar o assunto.

Em outras oportunidades, a estatal já deixou claro que a decisão de separar a área de fornecimento de serviços básicos do complexo industrial - que prevê o processamento de 150 mil barris por dia de óleo pesado extraído da bacia de Campos além da produção de petroquímicos - ajuda a desonerar o investimento em infraestrutura, uma vez que seu custo fixo será reduzido. A construção do Comperj é estimada em cerca de US$ 8,5 bilhões.

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