Brasil fechou março com produção de 2,8 milhões de toneladas, aumento de 63,4% sobre o volume de 2009

A produção mundial de aço bruto voltou ao ritmo de 120 milhões de toneladas mensais, sinalizando processo de recuperação consistente puxado pela China. Em março, o volume de 120,3 milhões de toneladas foi 30,6% maior que o de um ano atrás, quando o setor ainda enfrentava os impacto da crise econômica global, conforme dados divulgados agora há pouco pela World Steel Association (WSA).

As informações têm como base os 66 países representados pela entidade, que é sediada em Bruxelas. A produção chinesa alcançou 55 milhões de toneladas, um aumento de 22,5% sobre março de 2009. Isso mostra que a China já está produzindo em ritmo anualizado de 660 milhões de toneladas. O Japão produziu 9,3 milhões, volume 62,8% superior ao de um ano atrás, enquanto a siderurgia indiana atingiu 5,5 milhões de toneladas, 9,2% maior que março do ano passado, também caminhando em ritmo recorde e anual de 66 milhões de toneladas.

A produção da Coreia do Sul cresceu 29,6% ante o mesmo mês de 2009 e alcançou 4,8 milhões de toneladas. Também se verificou expressiva recuperação da oferta mundial de aço na União Europeia e na América do Norte. Na UE, a produção alemã em março teve aumento de 91,5%, a da Itália, de 43,5%, e a da Espanha, 33%, em comparação ao mesmo mês do ano passado. A produção da Rússia foi 19,6% superior e a da Ucrânia, com 3 milhões de toneladas, obteve aumento de25,8%. Os Estados Unidos produziram 6,9 milhões de toneladas, uma alta de 74,2% ante março de 2009, mas ainda abaixo do patamar mensal de 8 milhões de toneladas da siderurgia americana.

O Brasil fechou março com produção de 2,8 milhões de toneladas, o que representou aumento de 63,4% sobre o volume de um ano atrás. No fim de abril, o país terá religado o último alto-forno paralisado por conta da crise, na unidade da ArcelorMittal Tubarão, em Serra (ES). Na produção mundial, a taxa de utilização da capacidade dos 66 países em março foi de 80,2%, similar à de fevereiro. Comparado ao mesmo mês de 2009, o índice aumentou 15,3 pontos percentuais.

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