SÃO PAULO - Depois de anunciar lucro de US$ 1,33 bilhão no segundo trimestre, a montadora americana General Motors comunicou que seu diretor-executivo, Edward Whitacre, vai deixar o cargo em 1º de setembro. Ele também preside o conselho de administração da empresa, posto que abandonará no fim do ano.

SÃO PAULO - Depois de anunciar lucro de US$ 1,33 bilhão no segundo trimestre, a montadora americana General Motors comunicou que seu diretor-executivo, Edward Whitacre, vai deixar o cargo em 1º de setembro. Ele também preside o conselho de administração da empresa, posto que abandonará no fim do ano. O novo CEO da montadora será Dan Akerson, de 61 anos, integrante do conselho de administração desde julho de 2009. Akerson também substituirá Whitacre na presidência do conselho quando este se afastar. Em comunicado, a GM diz que Whitacre está saindo após ter obtido sucesso na tarefa de devolver a lucratividade à montadora "depois do período mais turbulento de sua história". Depois de ter prejuízos trimestrais desde 2007, a empresa voltou ao azul ao ganhar US$ 865 milhões no primeiro trimestre deste ano e US$ 1,33 bilhão no segundo. A escolha de Akerson como substituto, segundo a companhia, vai "assegurar uma transição suave e a continuidade da dinâmica positiva". Whitacre, que assumiu o conselho em julho de 2009 e a direção da empresa em dezembro do mesmo ano, disse estar "confortável" com o momento de sua decisão de deixar a empresa. "Meu objetivo em vir para a General Motors foi para ajudar a restaurar a rentabilidade, construir uma forte posição de mercado, e posicionar esta empresa emblemática para o sucesso", disse Whitacre no comunicado. "Estamos claramente nesse caminho." Whitacre anuncia sua saída antes de a GM lançar ações no mercado. Na semana passada, o executivo estimou que a data da oferta provavelmente ficaria para logo após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Depois desse lançamento, espera-se que o governo americano - que hoje detém 61% da montadora em troca de auxílio de US$ 50 bilhões concedido durante a concordata, em 2009 - comece a se desfazer de sua fatia. "Queremos o governo fora", disse Whitacre a repórteres na ocasião. "Nós não queremos ser conhecidos como Government Motors." (Paula Cleto | Valor)

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