Fabricante de celulose planeja ampliar sua capacidade em 800 mil toneladas para um total de 2 milhões de toneladas ao ano

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Terceira maior fabricante de celulose do País, atrás da Fibria e da Suzano, a Cenibra, controlada pelo grupo japonês JBP, prepara-se para retomar ainda este ano um projeto de expansão de sua capacidade em 800 mil toneladas para um total de 2 milhões de toneladas ao ano.

O investimento deve ficar próximo de US$ 1 bilhão, segundo cálculos de mercado, já consideradas as economias com o uso da infraestrutura existente na unidade.

De acordo com Paulo Eduardo Rocha Brant, novo diretor-presidente da companhia, que assumiu o cargo em abril, o projeto retoma investimentos aprovados em 2008, mas suspensos por causa da crise econômica, que derrubou os preços internacionais da celulose para menos de US$ 500.

Após forte recuperação, a celulose de fibra curta ainda está cotada acima de US$ 900 por tonelada no mercado europeu.

O diretor-presidente da Cenibra afirma que esta será a primeira ampliação da produção da companhia em cinco anos.

A fábrica de Belo Oriente (MG) foi construída em parceria com a mineradora Vale, em 1976, com uma segunda linha de produção erguida em 1995.

Em 2001, a Vale vendeu a participação no negócio para a JBP por US$ 670 milhões. Desde então, a fábrica recebeu apenas investimentos incrementais.

Segundo Brant, o novo investimento virá tanto por conta da recuperação dos preços do produto no mercado internacional - que ainda estão em patamar histórico de valorização - quanto pela necessidade de fazer frente a novos investimentos da concorrência, que já se movimenta para ampliar a oferta do produto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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