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Cade aprova compra da Medley com restrições

Sanofi-Aventis terá de vender três medicamentos para evitar concentração em alguns segmentos farmacêuticos

André Vieira, iG São Paulo |

A compra da Medley, fabricante brasileira de medicamentos genéricos, pela farmacêutica francesa Sanofi-Aventis, ocorrida há um ano, foi aprovada com restrições nesta quarta-feira pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O Cade obrigou a empresa francesa a assinar um termo de compromisso para a venda de três medicamentos de modo a reduzir o grau de concentração em alguns segmentos: Lopigrel (Plavix), Digedrat e Peridal, ambos comercializados também com a marca Plasil - indicado contra acidentes vasculares e problemas estomacais, respectivamente.

O conselheiro-relator César Mattos entendeu que a restrição permitirá a entrada de novos fabricantes nestes segmentos.

A Secretaria de Direito Econômico (SDE), ligado ao Ministério da Justiça, e a Secretaria Especial de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, deram parecer favorável à aquisição, sem restrições.

Em nota, o diretor-geral da Sanofi-Aventis no Brasil, Heraldo Marchezini, disse que está "satisfeito" com a decisão do Cade. "Estamos convictos que essa operação é extremamente positiva para o País", afirmou.

Ao longo de todo o processo, o Aché, um dos grandes fabricantes nacionais de medicamentos, se colocou contra a aquisição. Nesta tarde, durante o julgamento do caso no Cade, advogados da empresa se colocaram à disposição da imprensa.

A Medley, que é a maior empresa fabricante de genéricos do País, foi adquirida em abril de 2009 por 500 milhões de euros pelo grupo francês que se consolidou como líder no setor farmacêutico brasileiro, com participação de 12% do mercado.

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