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Brasil exportará combustíveis em 2013

Essa é a previsão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para as vendas líquidas do País. Diesel dobra produção até 2019

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |

O Brasil se tornará exportador líquido de combustíveis no final de 2013, segundo projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pelo planejamento do setor. O País já é autossuficiente em petróleo, mas ainda depende de importações de óleo diesel para suprir o consumo interno. Com a produção do pré-sal e  o aumento no número de refinarias da Petrobras, a balança comercial do setor ficará em breve no azul.

O Plano Decenal de Expansão de Energia, divulgado hoje pela EPE, indica que a produção de petróleo crescerá dos atuais 2 milhões de barris diários para 5,1 milhões de barris por dia em 2019, graças ao pré-sal. Segundo a EPE, haverá um excedente de petróleo da ordem de 2 milhões de barris de petróleo por dia para o País exportar.

Selmy Yassuda
Brasil será exportador líquido de combustíveis em 3 anos
Paralelamente, o estudo mostra que os projetos de expansão do parque de refino da Petrobras ampliarão de 1,9 milhão de barris para 3,3 milhões de barris a capacidade de processamento de petróleo, de 2010 a 2019. Entre os principais projetos, as refinarias Premium I e Premium II, no Nordeste, e o Comperj, no Rio. Com esses projetos, a produção de óleo diesel deve saltar dos 730 mil barris por dia para 1,4 milhão de barris diários no mesmo período.

Por outro lado, o consumo de gasolina continuará despencando, dando lugar ao etanol. A EPE projeta uma redução de 65% de 2010 a 2019 na demanda pelo derivado, que já sobra e é exportado pela Petrobras.

Fontes renováveis mantidas na matriz energética

Mesmo com produção de petróleo mais que dobrada por causa do pré-sal, o País tem como meta manter a participação de energia renovável na matriz energética no mesmo nível que o atual. A EPE projeta que a parcela de energia renovável na matriz energética será de 48% em 2010, se repetindo em 2019. A energia não renovável responderá, portanto, por 52% do consumo energético tanto em 2010 como em 2019. Há dez anos, a energia renovável respondia por apenas 41% do consumo, enquanto a parcela das fontes não renováveis era de 59%.

A participação de petróleo e derivados deve recuar de 35% em 2010 para 31% em 2019 no consumo total de energia no País. Lenha e carvão também perdem parcela, de 10,8% para 9,9%. O etanol deve ampliar a presença de 20,3% para 21,5%, enquanto a energia proveniente de hidrelétricas deve perder fatia de 14% para 12,7%. Outras fontes renováveis, que incluem biomassa, eólica e luz solar continuarão sendo para poucos, com apenas 3,7%. Em 2010, estas fontes devem alcançar apenas 3,2% da oferta de energia do País.

Consumo anual de 4,8%

A EPE projeta que o consumo de energia anual crescerá 4,8% ao ano, de 2010 a 2019. Neste período, a indústria deve aumentar a participação na demanda de 37,4% para 40,1%. Por trás do aumento da demanda do setor por energia está a proliferação de siderúrgicas no País, conforme destaca o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim. Por isso a produção de energia elétrica própria (autoprodução) deve disparar, num ritmo de 8,2% anual, segundo a empresa. O consumo residencial tende a crescer 4,5% ao ano, segundo a EPE.

Térmicas fora do plano de expansão

Para garantir a demanda por energia elétrica, o País deve ofertar 3,3 mil MegaWatts médios (MW/M) por ano. O planejamento da oferta elaborado pela EPE se concentra apenas em fontes renováveis, sem a presença de térmicas no que depender do governo, conforme noticiou o iG. “Não estamos planejando mais térmicas além das que foram contratadas. É a nossa indicação, mas dependerá da obtenção de licenças”, afirmou.

O objetivo é compensar o aumento de fontes poluentes contratadas nos últimos anos. De 2010 a 2014, estão previstas térmicas com capacidade de geração de 12,2 mil MW, dos quais 7,8 mil MW provenientes de usinas movidas a óleo combustível, uma das mais poluentes.
 

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