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BNDES vende R$ 500 milhões em ações da Fibria

Instituição se desfaz de papéis de fabricante de celulose ao longo do 1º trimestre aproveitando recuperação do setor

André Vieira, iG São Paulo |

O BNDESPar, o braço de participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vendeu cerca de R$ 500 milhões em ações ordinárias da Fibria, maior fabricante de celulose do País, em várias operações na Bolsa de Valores ao longo do primeiro trimestre de 2010, segundo apurou o iG.

Divulgação
Floresta de eucalipto da Fibria, em Três Lagoas (MS): BNDES reduz exposição na fabricante

A empresa de participação do BNDES está aproveitando o bom momento pelo qual o setor de celulose está passando, com a recuperação nos preços da commodity em razão da forte demanda da China, para se desfazer de papéis da empresa, que ajudou a criar em meio à crise econômica, no início do ano pasado.

A Fibria, resultado da união entre a Aracruz Celulose e a Votorantim Celulose e Papel (VCP), ainda enfrenta um forte endividamento, a despeito da reestruturação de sua dívida e da venda de uma fábrica de celulose. No entanto, analistas consideram que a gestão de sua dívida é controlável. Nos últimos 12 meses, os papéis da Fibria na Bolsa de Valores tiveram uma valorização de quase 120%, acima do desempenho das ações da Suzano Papel e Celulose (76%) e da Klabin (82%).

A venda dos papéis por parte do BNDES, maior acionista individual da empresa, não muda a composição do controle da Fibria que é compartilhado com o grupo Votorantim, da família Ermírio de Moraes.

No acordo de acionista para a formação da fabricante de celulose, o BNDESPar ficou com 33,5% das ações ordinárias da fabricante. No entanto, apenas 21% dos papéis estão vinculados ao acordo de acionistas nos três primeiros anos, o que permitiu a instituição se desfazer de parcela destas ações ao longo deste ano. A partir do terceiro até o quinto ano, o BNDESPar poderá se desfazer de mais 10% do capital. Pelo acordo de acionista, em junho de 2014, o BNDES poderá vender tudo o que tem de ações da empresa, deixando sua condição de controlador. 

Procurada, a Fibria informou que não poderia falar em nome de seu acionista. O BNDES, que injetou R$ 2,4 bilhões para a formação da empresa, disse que não faria comentários sobre o assunto. 

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