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Agnelli recusa comentar especulações sobre saída da Vale

SÃO PAULO - O presidente da Vale, Roger Agnelli, evitou, mais uma vez, tecer comentários sobre as especulações acerca de sua saída do comando da mineradora

Valor Online |

. "Dispenso qualquer tipo de comentário nesse sentido", afirmou o executivo, após dizer que a Vale já emitiu um posicionamento sobre o tema - referindo-se à nota, divulgada na terça-feira, em que a mineradora nega, por orientação de acionistas controladores, planos de substituir Agnelli. Segundo versões da imprensa, o próprio executivo chegou a dizer neste mês que membros do PT estariam de olho em "uma cadeira" na empresa, o que fomentou rumores sobre a troca no comando da mineradora no caso de uma vitória da petista Dilma Rousseff na disputa com o tucano José Serra pela Presidência da República. Hoje, durante entrevista coletiva a jornalistas sobre os resultados trimestrais e o plano de investimentos da Vale para 2011 - de US$ 24 bilhões -, Agnelli comentou que a mineradora é "extraordinariamente importante" para o desenvolvimento do país, de modo que qualquer governo vai querer trabalhar de forma "muito próxima" à companhia. Sobre as promessas de Dilma Rousseff de revisar o marco regulatório da mineração, o presidente da Vale disse que o atual governo já trabalha há cerca de um ano na atualização do código, algo que considerou positivo. Para Agnelli, é preciso tornar o marco regulatório brasileiro competitivo em relação à regulação de outros países. "Nosso código mineral é antigo, de alguma forma. Tem alguns pontos que precisam ser revistos. Tudo aquilo que leva à modernização e à melhorias é positivo", assinalou. O executivo ainda fez comentários sobre a demanda mundial por minérios, que ainda apresenta um cenário positivo para os próximos 12 meses, em decorrência, principalmente, do consumo chinês. No entanto, Agnelli já vê uma tendência de maior estabilidade nos preços do minério de ferro, após as fortes oscilações desde que as mineradoras passaram a adotar neste ano o regime de reajustes trimestrais. Sobre as discussões relacionadas ao câmbio, um dos pontos de tensão na indústria, o presidente da Vale apontou que a desvalorização do dólar aumenta os custos de projetos, mas eleva as cotações de matérias-primas. Assim, defendeu um equilíbrio entre esses impactos. Dos US$ 24 bilhões previstos em investimentos para 2011, 81,3% serão destinados ao crescimento orgânico da Vale, o que inclui a meta de alcançar uma produção de minério de ferro de 522 milhões de toneladas em cinco anos. "Nenhuma empresa de mineração do mundo tem capacidade de crescer como a Vale", afirmou Agnelli. (Eduardo Laguna | Valor)

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