BMW estima elevar participação no Brasil com nova fábrica

Presidente da montadora no Brasil afirmou que a marca poderá elevar sua participação no mercado nacional de automóveis de luxo de 26% para 35% com a construção da primeira fábrica no país

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O presidente da BMW no Brasil, Jorge Henning Dornbush, afirmou nesta terça-feira que a marca alemã poderá elevar sua participação no mercado brasileiro de automóveis de luxo de 26% para 35% com a construção de sua primeira fábrica no país.

A marca anunciou na segunda-feira à presidente Dilma Rousseff planos de investimentos iniciais de 200 milhões de euros na unidade que será erguida em Araquari (SC) e que deve começar a produzir em 2014 .

"Temos uma participação no mercado premium hoje de 26% no Brasil. Podemos chegar a 35% a partir da fábrica", disse o executivo durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, apostando num prazo de dois anos e meio para atingir o percentual.

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A fábrica da BMW será a primeira de carros de luxo no Brasil e a primeira da marca no país. Além dela, a Jaguar Land Rover e a Mercedes-Benz estão avaliando produção no país. A Honda afirmou na véspera que passará a vender sua marca premium Acura no Brasil em 2015.

Segundo Dornbush, a capacidade inicial de 30 mil unidades da fábrica catarinense será voltada a atender o mercado brasileiro e poderá ser ampliada, dependendo do comportamento do mercado. "Há um crescimento da renda no país (…) Na China, por exemplo, há 10 anos vendíamos 20 mil carros por ano, hoje estamos com 300 mil", disse ele.

Segundo a Volvo, o mercado de automóveis de luxo no Brasil deve passar de 50 mil unidades em 2012 para entre 120 mil e 130 mil veículos em 2016.

A fábrica da marca alemã terá produção voltada ao mercado local e numa segunda etapa poderá exportar para o Mercosul, disse Dornbush, sem informar prazos. Ele evitou comentar sobre quais modelos serão fabricados no Brasil, mas afirmou que "o Série 1, X1 e Série 3 são os que mais se adaptam ao mercado brasileiro".

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Ele afirmou que a expectativa de vendas da BMW do Brasil em 2012 é de 10.500 carros, queda ante as 15 mil unidades vendidas em 2011, quando o governo não tinha aumentado em 30 pontos percentuais o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que poderá ser abatido pela BMW nos próximos anos, graças à construção da fábrica.

Dornbush evitou comentar sobre eventual queda de preços dos modelos da BMW diante da produção local, mas negou informações do governo de Santa Catarina. O Estado afirmou no domingo que os preços dos carros que saírem da nova fábrica da montadora poderiam cair até 40 por cento. "Não tem condição disso acontecer, seria inviável", afirmou o executivo.

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