Para atingir este objetivo, que inclui o segmento lácteo, foco no crescimento nos mercados da América Latina

Plano de crescimento da Femsa incluiu o aumento das vendas da divisão de refrigerantes e sucos e do segmento de lácteos
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Plano de crescimento da Femsa incluiu o aumento das vendas da divisão de refrigerantes e sucos e do segmento de lácteos

Maior engarrafadora da Coca-cola na América Latina, o grupo mexicano Femsa tem um plano ousado de crescimento para todo o seu sistema operacional: saltar dos US$ 7,7 bilhões alcançados em vendas em 2010, para US$ 15,4 bilhões até 2020. “Para isso, estamos focando o nosso crescimento nos mercados da América Latina onde já temos operações”, diz José Castro, diretor de relações com investidores da Coca-cola Femsa.

O plano incluiu o aumento das vendas, não só na na divisão de refrigerantes e sucos, mas também no segmento de lácteos. Também engloba as operações de cerveja com a Heineken e das vendas da Imbera, empresa do grupo, especializada na venda de equipamentos como refrigeradores para armazenagem das bebidas.

A estratégia da companhia passa necessariamente por fusões e aquisições, inclusive no Brasil, que, segundo Castro, responde por 30% nos negócios do grupo. Ele explica que o setor é muito pulverizado, repleto de engarrafadoras menores. “Só no Brasil são outros 15”, contabiliza o executivo.

Por isso, o executivo acredita que há bastante espaço para novas compras nesta e em outras frentes de atuação onde a Femsa já opera. “Mas ainda não temos nada em vista”, diz. Quando o assunto é a prioridade de compras em algum mercado específico, Castro é rápido na resposta. “Olhamos todos os países com a mesma atenção. Isso faz parte de nossa estratégia global de expansão.”

Apetite

Em 2008, a FEMSA, que tem 28,7% de participação na Coca-cola Company e 20% da Heineken, adquiriu todas as operações da envasadora dos refrigerantes da marca em Minas Gerais, a Remil. O negócio foi fechado por US$ 364 milhões.

Dando continuidade aos investimentos na região, no ano passado, o grupo anunciou um aporte de R$ 250 milhões na construção de uma nova fábrica na cidade mineira de Itabirito. Com previsão de conclusão para o próximo ano, a unidade terá capacidade para produzir 2,1 bilhões de litros de refrigerante por ano.

Em março do ano passado, o grupo também adquiriu, em parceria com a Coca-cola Company, o Grupo Indústrias Lácteas no Panamá, um dos maiores fabricantes de lácteos do Panamá, dono das marcas Estrella Azul e Del Prado. Com isso, a empresa entrou definitivamente no segmento e também ampliou sua produção de sucos, mercado em que a demanda vem crescendo bastante, especialmente no Brasil e no México, onde a marca Dell Vale é líder nas vendas. “Queremos ampliar nossas vendas em lácteos, chás, cafés e isotônicos também”, revela Castro.

Ainda em 2011, o grupo também integrou ao seu portfólio as fábricas da Tampico, Cimsa e Grupo de Fomento Queretano, empresa engarrafadora dos refrigerantes da Coca-cola com presença em quatro estados mexicanos. Ao todo, são 35 plantas da Coca-cola Femsa em nove países da América do Sul e Central, além de 200 centros de distribuição e mais de 215 milhões de consumidores, sendo 50 milhões só no Brasil. Para Castro, “o desafio está em crescermos e chegarmos ao topo em marcas onde ainda não somos líderes nos mercados”.

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