Indústria automotiva deixará de pagar ao governo R$ 2,4 bi em IPI
Prorrogação da desoneração fiscal até outubro fará o governo deixar de arrecadar mais R$ 800 milhões. Até 31 de agosto, encolhimento da receita da União será de R$ 1,65 bilhão
A decisão do governo federal de prorrogar até outubro a isenção total ou parcial do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre a fabricação de veículos irá representar um total de R$ 2,45 bilhões em desoneração fiscal sobre as contas da União neste ano.
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Serão R$ 800 milhões deixados do cofre do governo com a recusa fiscal dos automóveis, cujo IPI varia por mais dois meses entre zero e 7,5% sobre carros nacionais, de acordo com a motorização do veículo. Para veículos 1.0, o mais vendido no País, a isenção se mantém total, ou seja, não haverá cobrança de IPI.
Na desoneração anunciada pelo governo em 21 de maio, com término em 31 de agosto, desoneração total será de R$ 1,65 bilhão, conforme balanço da Receita Federal obtido pelo iG .
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Segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda), a contrapartida da indústria é a manutenção de empregos. “Há um compromisso das empresas em manter o nível de emprego. Ou seja, não demissão de trabalhadores”, afirma.