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Limite de emissão de CO² ainda causa impasse no novo regime automotivo

Para a montadoras, emissão máxima de 135 gramas por quilômetro rodado, que deverá constar no decreto de regulamentação, "é um padrão europeu"

Valor Online |

Valor Online

AE/PAULO PINTO
Funcionários trabalham na pintura das carrocerias da fábrica da Volkswagen em São Bernardo, em SP

O impasse entre o governo e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sobre as regras do novo regime automotivo continua mesmo após reunião nesta quinta-feira, que se concentrou em definir um limite máximo para emissão de gás carbônico.

“Discutimos muito pontos. Esse [o da emissão de gases] sem dúvida é o mais complexo”, afirmou o vice-presidente da Anfavea e diretor da Ford, Rogelio Golfarb, ao sair do encontro no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A medida provisória (MP) que cria o novo modelo automotivo deve ser aprovada nas próximas semanas pelo Senado – o texto já passou pela Câmara. Após isso, o governo publicará uma regulamentação para detalhar os critérios e regras do regime. “O ideal é sempre ter um regulamento logo depois de aprovar a MP”, disse Golfarb.

No mês passado o Valor publicou que no decreto de regulamentação o governo deverá estabelecer que os carros poderão emitir no máximo 135 gramas de gás carbônico por quilômetro rodado para não pagarem mais Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O setor privado, entretanto, pede mais flexibilidade, já que a média atual de emissão dos veículos é de 170 gramas.

O vice-presidente da Anfavea argumentou que cada empresa está em um estágio diferente, o que tem que ser considerado na formulação das regras. “Esse é um complicador”, disse.

Segundo Golfarb, o limite varia entre os países. “O [máximo] de 135 gramas é um padrão europeu, por exemplo”, afirmou. O Brasil tem que “achar um equilíbrio do que é possível e das metas que são desejadas”, defendeu. “O governo tem a preocupação ambiental e de desenvolvimento tecnológico e nós também pensamos nisso, além das preocupações de implementação dessa tecnologia.”


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