Anglo American adia em um ano operação do projeto Minas-Rio
Empresa informou que o cumprimento do novo cronograma depende da solução ainda este ano dos entraves que o projeto vem enfrentando desde o final de 2011
A Anglo American anunciou nesta sexta-feira o adiamento em um ano da entrada em operação do projeto Minas-Rio. Orçado em US$ 5,8 bilhões, o investimento agora está previsto para o segundo semestre de 2014, mas a companhia já deixa em aberto novas postergações. Em comunicado, a Anglo informou que o cumprimento do novo cronograma depende da solução ainda este ano dos entraves que o projeto vem enfrentando desde o final de 2011.
O grande problema do projeto gira em torno de sítios arqueológicos descobertos na local. Este ano, a Justiça chegou a suspender as obras sob alegação de riscos de destruição do patrimônio histórico da região. "Continuamos trabalhando em parceria com os governos e autoridades responsáveis para que as questões legais sejam resolvidas o mais rápido possível. Acreditamos no grande potencial desse empreendimento e na sua importância para a economia do País, dos estados e municípios onde estamos presentes", afirmou em comunicado o presidente da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, Paulo Castellari.
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No comunicado, o executivo ressaltou ainda a importância do projeto Minas-Rio para a estratégia da Anglo de crescimento no setor de minério de ferro. Além dos entraves legais, a empresa informou ainda que o adiamento se deveu também à ocorrência de fortes chuvas que impactaram o acesso logístico do empreendimento.
A Anglo informou que o impacto financeiro da revisão do cronograma do projeto Minas-Rio ainda está sob análise, que deve ser concluída até o final deste ano. Segundo a companhia, medidas para mitigar esses impactos já estão sendo tomadas. Entre elas, a possibilidade de desmobilização de determinadas atividades e a revisão do cronograma do início de novas contratações de empregados para trabalhar nas operações do projeto.
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"Embora essas medidas sejam necessárias, nossos compromissos de investimentos nas regiões onde estamos presentes permanecem", afirmou Paulo Castellari. Este ano, a mineradora elevou em cerca de 15% o orçamento inicial do projeto, que passou de US$ 5 bilhões para US$ 5,8 bilhões.