Um grupo de fundos de investimento dos Estados Unidos está buscando sócios para um ambicioso projeto na área de cimento no Brasil

Um grupo de fundos de investimento dos Estados Unidos está buscando sócios para um ambicioso projeto na área de cimento no Brasil. Os investidores, que ainda não divulgaram sua identidade, estão construindo uma fábrica de cimento em Rosário Oeste (MT) com capacidade de produção de 2 milhões de toneladas por ano, ainda em fase de terraplenagem. A meta do grupo, batizado de BRC Cimento, é construir mais três unidades nos mesmos moldes nas regiões Norte e Sudeste, nos próximos cinco anos, totalizando capacidade de 8 milhões de toneladas por ano.

A intenção dos investidores é vender uma participação majoritária para um sócio local. Já existem negociações avançadas com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de acordo com fonte de mercado. Outros possíveis interessados são as grandes cimenteiras locais, como Votorantim e Camargo Corrêa, e a fabricante mexicana de cimentos Cemex. Procurada, a CSN não se pronunciou sobre o assunto.

No início do ano, a CSN fracassou na tentativa de comprar um terço mais uma ação da Cimpor, maior produtora de cimento de Portugal. As grandes cimenteiras nacionais, Camargo Corrêa e Votorantim, ofereceram um preço maior e se tornaram as maiores acionistas da empresa. O plano inicial era abrir o capital da BRC Cimento no segundo semestre, mas o interesse manifestado pela CSN interrompeu o processo, segundo a fonte. Caso seja vendida apenas uma participação minoritária, a empresa partirá para uma abertura de capital em até 18 meses, com o objetivo de captar R$ 1,8 bilhão para usar na construção das três novas fábricas.

Até 2014, a BRC pretende faturar R$ 3 bilhões por ano no Brasil. Se concretizar seus planos de oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês), será a primeira empresa do setor de cimentos listada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A companhia contratou a Ernest Young, a KPMG e a PricewaterhouseCoopers para atuar no processo de venda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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