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Segundo o presidente da Fiesp, empresários brasileiros ainda investem pouco em pesquisa e desenvolvimento

“É preciso criar uma cultura de inovação no País”, disse Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) durante evento realizado nesta sexta-feira com a participação de algumas das principais instituições de incentivo à inovação do País, como BNDES, Sebrae e Finep. Segundo ele, os empresários brasileiros ainda investem pouco em pesquisa e desenvolvimento. Em estudo recente, a Fiesp apontou os riscos econômicos e os elevados custos de capital como os principais entraves à inovação tecnológica brasileira.

De acordo com o estudo, o País deve registrar R$ 18,4 bilhões em investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento neste ano, contra R$ 11,6 bilhões investidos em 2009. O apoio público também tem aumentado nos últimos anos. No período 2006 a 2009, os desembolsos do BNDES somaram R$ 1,5 bilhão e apresentaram uma taxa de crescimento médio anual de 74%. A Finep registra uma taxa de crescimento médio anual das operações reembolsáveis de 16%.

Entretanto, mesmo com os números positivos, os especialistas apontam que o investimento ainda não é suficiente. “A estimativa é que teríamos de trabalhar com pelo menos o triplo dos recursos para atender a demanda que temos hoje”, diz Eduardo Moreira da Costa, diretor de inovação da Finep.

Relação entre universidades e empresas está longe do ideal

Além do obstáculo do financiamento, a distância entre as instituições de ensino e as empresas foi um dos tópicos mais abordados pelas instituições nesta sexta-feira. Oswaldo Massambani, coordenador da agência de inovação da USP, destacou a importância das incubadoras na criação de empregos e geração de renda. “Há mecanismos de suporte e temos que criar mais competência dentro da indústria”, disse.

Carlos Américo Pacheco, professor do Instituto de Economia da Unicamp, por sua vez, afirmou que as empresas inovam quando o mercado exige. “As universidades são menos importantes para as empresas do que os fatores econômicos”.

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