Mãe e autora de livros sobre crianças, Kathy tem a confiança das principais clientes: as donas de casa
Usando apenas biquíni, Kathy Ireland apareceu três vezes na capa da revista americana Sports Illustrated – um recorde só superado pelo fenômeno Elle MacPherson. Agora, com um vestido mais adequado para a CEO de uma empresa global de faturamento milionário, ela estampa a capa de fevereiro da Forbes.
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A ex-modelo, que completa 49 anos em março, é presidente executiva e única dona da Kathy Ireland Worldwide. A marca está estampada em15 mil produtos diferentes (isso mesmo) distribuídos em 29 países, que somaram US$ 2 bilhões em vendas no varejo no ano passado.
A companhia oferece todo tipo de acessório doméstico, de ventiladores a tapetes de banheiro, com foco na dona de casa americana de classe média – o slogan da empresa é “achando soluções para a família, especialmente para mamães ocupadas”. A partir de uma proposta mais popular e menos elitizada, os artigos licenciados por ela vendem duas vezes mais que os da concorrente Martha Stewart, apontam dados de mercado. E Kathy está mais rica, também: a Forbes calcula a fortuna da fotogênica empresária em US$ 350 milhões, algo em torno de R$ 600 milhões.
Para evitar marmanjos pedindo autógrafos em revistas, ela não vai a eventos em revendas
O passado de modelo trouxe alguns empecilhos para a Kathy-empresária, diz o perfil da revista. No começo, foi difícil ser levada a sério. Até hoje, acontece de Kathy entrar em uma reunião e alguém sacar uma edição da Sports Illustrated com ela na capa. Se a situação é constrangedora para uma empresária, some a isso o fato de Kathy ser mãe de três filhos – e cinco cachorros – e quase cinquentona.
Ela também afirma que, apesar de gostar de trabalhar com os revendedores, não pode ir a eventos promocionais nas lojas, porque sempre aparecem dezenas de marmanjos com a revista na mão para ela autografar.
Mas a experiência como modelo também conferiu vantagens competitivas a Kathy, como jogo de cintura, cara de pau e facilidade para lidar com a rejeição. “Quando alguém fechava uma porta para ela [nos negócios], ela voltava no dia seguinte, sem problemas”, conta Dorothy Pomerantz, chefe da sucursal de Los Angeles da revista. A empresária, a seu modo, conseguiu ganhar a confiança de parceiros estratégicos, como a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, que possui megalojas de decoração nos EUA.
“No fim, Kathy tornou-se uma CEO séria, inovadora e comprometida com o negócio”, disse Pomerantz. No meio tempo, ainda teve tempo de escrever seis livros de sucesso, três deles sobre crianças. “Quando ela endossa um produto para mães, elas confiam”, diz a jornalista.
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