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Estudo quer transformar carros em baterias gigantes

Instituto de pesquisas Imperial College London desenvolve protótipo que poderá armazenar energia na lataria dos automóveis

Carla Falcão, iG São Paulo |

Um dos principais obstáculos à popularização dos carros híbridos e elétricos _a capacidade de vida das baterias_ pode estar próximo de ser superado. Com o apoio financeiro de diversas empresas privadas, entre elas a montadora Volvo, cientistas do instituto britânico de pesquisas Imperial College London estão desenvolvendo um protótipo que poderá armazenar energia na lataria dos automóveis. Ou seja, a proposta é fazer do carro uma grande bateria.

Getty Images
Novo material poderá armazenar energia na lataria dos carros

Orçado em 3,4 milhões de euros e com previsão de duração da pesquisa por três anos, o projeto pretende desenvolver o protótipo de um material feito de fibras de carbono e resinas termoplásticas, capaz de armazenar e distribuir quantidades de energia muito superiores às das baterias convencionais.
Sem apresentar detalhes, os pesquisadores do instituto britânico afirmam que o material não utiliza processos químicos. Com isso, o ato de recarregar a energia se tornará mais rápido que o das baterias comuns.

O objetivo dos cientistas é desenvolver carros mais leves e compactos e mais eficientes em relação ao armazenamento e uso de energia, de forma que os condutores possam dirigir por mais tempo antes de precisarem “recarregar” o automóvel. Para tanto, estuda-se uma forma de produzir um protótipo leve, mas rígido o suficiente para ser usado na fabricação da estrutura dos veículos.
Material poderá ser utilizado em celulares e notebooks

Num primeiro momento, a ideia é aplicar o protótipo no porta-malas do carro, hoje feito de aço. O local foi escolhido porque exige rigidez do material, mas não compromete nenhum aspecto de segurança. A Volvo já anunciou que pretende utilizar a peça em carros de testes para avaliação.

Já patenteado pelo Imperial College, o material também poderá ser utilizado, no futuro, em equipamentos como celulares e notebooks, o que acabaria com a necessidade das baterias convencionais. Assim, será possível fabricar aparelhos menores, mais leves e portáteis. “Poderemos ter um celular tão fino quanto um cartão de crédito, já que não será mais necessária a instalação de uma bateria no aparelho”, diz Emile Greenhalgh, coordenador da pesquisa.

Desde sua fundação, em 1907, o Imperial College London esteve envolvido em pesquisas de ponta, tais como a descoberta da penicilina, o desenvolvimento da holografia e a criação das bases para a fibra ótica.
 

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