Veja o processo adotado pela Indústria Fox, que vai inaugurar fábrica em setembro

Linha de reciclagem dos refrigeradores suporta até 50 geladeiras por vez
Divulgação
Linha de reciclagem dos refrigeradores suporta até 50 geladeiras por vez
Localizada em Cabreúva (SP), a Fox realiza todo o processo de reciclagem de geladeira, freezer e condicionador de ar. Confira o processo em um refrigerador:

Primeira etapa: Desmontagem e retirada dos gases presentes nos circuitos de refrigeração

Antes de serem triturados, os aparelhos passam por uma triagem, na qual são retiradas manualmente peças soltas, prateleiras de vidro, tubulação de cobre e peças de aço inoxidável da parte externa do gabinete. Após isso, o cabo de energia é cortado e faz-se uma última vistoria para detectar a presença de itens perigosos como interruptores de mercúrio. Em seguida, os equipamentos são levados a outra estação para a retirada dos gases.

Segunda etapa: Trituração, separação de material e retirada dos gases presentes nas áreas de isolamento dos eletrodomésticos

Os resíduos dos aparelhos passam por um separador magnético, que remove as partes restantes de ferro. Outros materiais, como o plástico poliuretano (material presente no preenchimento das geladeiras), também são separados e desgaseificados, já que contêm gases poluentes em sua composição.

Em esteiras rolantes, o restante dos materiais é triturado e as diferentes matérias-primas resultantes são separadas e colocadas em grandes contêineres para facilitar a entrega dos resíduos.

Terceira etapa: Unidade de destruição dos gases poluentes

Na fábrica há diversos pontos para o recolhimento e filtragem dos gases. Com um eficiente sistema de tubulação, uma parte central concentra a transformação das moléculas gasosas e elimina os poluentes. São recolhidos todos os gases presentes nos eletrodomésticos, como o clorofluorcarboneto (CFC), hidroclorofluorcarbono (HCFC) e hidrofluorcabono (HFC). “A tecnologia aplicada permite, por meio da destruição e transformação de CFC, uma economia de emissão de gases de efeito estufa equivalente a até um milhão de toneladas de CO2 por ano no Estado de São Paulo”, afirma Philipp Bohr, diretor geral da empresa.

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