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Empresas investem pouco em sustentabilidade

Somente uma pequena parcela das empresas no Brasil aplica recursos em desenvolvimento de projetos ligados à gestão sócio-ambiental

Ernesto Cavasin Neto, especial para o iG |

Divulgação
Ernesto Cavasin Neto
É praticamente impossível hoje acessar algum meio de comunicação sem que alguma mensagem relativa a meio ambiente seja passada. Cerca de 10% dos anúncios de circulação nacional são referentes a produtos ou ações rotulados como sustentáveis pelos seus donos, aproximadamente 5% das matérias de jornais, revistas e sites estão relacionadas a questões sócio-ambientais. Esse movimento não acontece somente no Brasil, mas aqui ganhou relevância com o passar dos anos, principalmente pelo fervor nacional quando tratamos de Amazônia.

Infelizmente toda a relevância ao tema não encontra respaldo dentro da maioria das empresas.Somente uma pequena parcela das empresas no Brasil aplica recursos em desenvolvimento de projetos ligados a gestão sócio-ambiental na mesma proporção que anunciam suas boas praticas. Ou seja, se analisarmos os balanços das companhias no Brasil poucas vezes encontraremos empresas nas quais 10% de sua receita são aplicados na busca da sustentabilidade de suas operações.

Parte dessa desconexão entre a importância em anunciar e a necessidade de agir vem da dificuldade de as empresas encontrarem projetos de sustentabilidade que façam sentido do ponto de vista empresarial. Em outras palavras, muitos gestores entendem a necessidade de comunicar de forma positiva ações sócio-ambientais mas vêem esses projetos como investimento a fundo perdido.

É inconsistente pensar em sustentabilidade como um custo. Se sua empresa faz isso, ela precisa repensar suas ações. Em um mundo onde recursos naturais gradualmente ficam mais escassos e mais demandados, pensar em utilizá-los de forma eficiente não pode levar a gastos, mas sim à economia. Projetos dessa natureza devem ser concebidos de forma a entregar soluções que façam sentido técnico e financeiro para as operações industriais, comerciais e até mesmo para a vida de seus clientes.
 

Ernesto Cavasin Neto, especialista em sustentabilidade empresarial, é gerente executivo da PricewaterhouseCoopers e membro do conselho da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Carbono.

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