Pouco antes de a presidente Cristina Kirchner embarcar para o Brasil, o ministro do Interior, Florencio Randazzo, negou de forma enfática a existência de barreiras argentinas contra a entrada de produtos alimentícios. Exportadores brasileiros informam que os caminhões não são impedidos de atravessar a fronteira, mas estão parados nas fábricas porque os importadores argentinos cancelaram pedidos com medo das ameaças federais.

Pouco antes de a presidente Cristina Kirchner embarcar para o Brasil, o ministro do Interior, Florencio Randazzo, negou de forma enfática a existência de barreiras argentinas contra a entrada de produtos alimentícios. Exportadores brasileiros informam que os caminhões não são impedidos de atravessar a fronteira, mas estão parados nas fábricas porque os importadores argentinos cancelaram pedidos com medo das ameaças federais.

Hoje, no Rio de Janeiro, Cristina participará do 3.º Fórum da Aliança de Civilizações da Organização das Nações Unidas (ONU) e vai aproveitar a ocasião para discutir o conflito comercial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, cujos países são o alvo das medidas verbais protecionistas argentinas.

Na entrevista concedida a uma rádio argentina, ontem, Randazzo - um dos porta-vozes virtuais da presidente - admitiu que existe "uma briga de interesses" com o Brasil. Mas o ministro afirmou que "de forma alguma" vai entrar em ritmo de "briga" com o governo brasileiro. "O Brasil tem uma balança comercial favorável com a Argentina. Mas isso não implica que - como é uma luta de interesses que naturalmente acontece quando falamos em comércio - nós não defendamos a indústria argentina, os trabalhadores e os preços nas gôndolas dos supermercados."

Embora Randazzo negue oficialmente a existência de medidas protecionistas, as barreiras que elevaram a tensão bilateral nas últimas semanas foram ordenadas verbalmente pelo secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, um dos homens de confiança de Cristina. Segundo as ordens, os importadores deveriam suspender as compras de produtos alimentícios não frescos no exterior que rivalizem com similares argentinos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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