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Dona da American Airlines pede recuperação judicial

AMR Corp. entrou com pedido de proteção à falência nos EUA; empresa assegurou que vai honrar passagens e reservas já feitas

iG São Paulo |

Getty Images
AMR pediu concordata
A norte-americana AMR Corp., dona da American Airlines, pediu recuperação judicial nesta terça-feira em Nova York. O pedido de proteção do Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos encerra meses de especulação sobre o destino da terceira maior companhia aérea do país, que tem registrado sucessivos prejuízos trimestrais. 

Leia também: Clientes não devem enfrentar problemas com voos da American Airlines

Segundo a empresa, a medida permitirá à AMR se reorganizar, reduzir custos e voltar a crescer. A American Airlines, American Eagle e todas as outras subsidiárias da AMR anunciaram que vão honrar todas as passagens e reservas já feitas.

A empresa possui US$ 4,1 bilhões em caixa – dinheiro sem restrições – para pagar fornecedores e outros parceiros durante a proteção oferecida pelo Capítulo 11, de modo a garantir seu cronograma de voos durante o processo de concordata. A AMR atende a 260 aeroportos em mais de 50 países, com 3,3 mil voos diários.

A legislação americana de recuperação judicial permite à companhia manter suas operações normalmente, enquanto consegue uma “trégua” junto a seus credores – pode ficar sem pagar dívidas para reestruturar seus custos e endividamento. A empresa informou ainda que o pedido de concordata não terá impacto legal sobre as operações da companhia fora dos Estados Unidos.

A AMR também anunciou nesta terça-feira que Gerard Arpey está deixando o cargo de CEO da companhia e será sucedido por Thomas Horton. A concordata "foi uma decisão difícil, mas é o caminho certo e necessário que nós temos de adotar - e adotar agora - para nos tornarmos uma companhia aérea mais eficiente, financeiramente forte e competitiva", disse Horton.

Tempos difíceis

A American perdeu US$ 4,8 bilhões nos últimos 3 anos e meio – a última vez que a empresa registrou lucro trimestral foi em 2007. Nos nove primeiros meses deste ano a companhia reportou prejuízo líquido de US$ 884 milhões. Há menos de um mês, a companhia teve seu rating baixado de B- para CCC+ pela S&P. Para 2012, a expectativa do mercado é de que a companhia continuasse a registrar prejuízo.

Apesar dos sucessivos resultados negativos, a AMR afirmava publicamente que não entraria em concordata. No mês passado, a empresa disse por meio de sua assessoria de imprensa que o processo de concordata “certamente não é nosso objetivo ou nossa preferência. Sabemos que precisamos melhorar nossos resultados, e estamos extremamente focados em conseguir isso”.

Faz quase uma década que a American luta contra a concordata. Em 2003, a empresa ficou à beira de pedir a proteção do Capítulo 11, mas decidiu evitar o processo após fazer acordo com seus funcionários para economizar US$ 1,6 bilhão com corte de salários e outras concessões.

Mas no comunicado enviado hoje ao mercado, a AMR informou que a recuperação judicial se tornou necessária para reorganizar sua estrutura de custos, incluindo despesas trabalhistas, de modo a ser mais competitiva e conseguir retornar a registrar ganhos.

“Nossa significativa desvantagem de custos em comparação com nossos maiores concorrentes, dos quais todos reestruturaram seus custos e dívidas por meio do Capítulo 11, se tornou cada vez mais insustentável”, afirmou a empresa em comunicado. Todas as maiores companhias áreas americanas entraram em concordata na última década.

Em carta direcionada a fornecedores de aeronaves, a AMR informa que terá de se desfazer de unidades que possui atualmente em sua frota e precisará fazer "redução substancial no custo dos aviões que serão mantidos [pela empresa]". Além disso, a empresa também pretende acelerar sua estratégia de renovação da frota. Em julho, a aeronave anunciou pedido significativo de aeronaves – são 460 jatos da Boeing e da Airbus.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), as ações da companhia despencavam 85%. A empresa também deve iniciar negociações com todos os sindicatos para reduzir custos trabalhistas para níveis competitivos.

(Com agências)

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