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RIO DE JANEIRO - A crise em Dubai não vai afetar a parceria da Vale com a Dubai Aluminium, empresa dos Emirados Árabes que se tornou sócia da mineradora brasileira no Pará em plena crise, em abril deste ano. Segundo o diretor de Relações com Investidores da Vale, Roberto Castello Branco, nada mudou na parceria que as duas empresas têm na Companhia de Alumina do Pará (CAP), onde a Vale tem 61% do capital (contra os 80 por cento anteriores) e a Dubai possui 19%. A participação restante é da Hydro Aluminium, com 20%.

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Participando do 1o Congresso Nacional de Investidores, na qual fez uma palestra sobre infraestrutura, para surpresa dos participantes, Castello Branco afirmou na sessão de respostas que a crise em Dubai não preocupava a companhia.

"Dubai teve um alcance limitado, não temos nenhum acionista em Dubai... isso faz parte do contexto, teve excesso de alavancagem em Dubai e os mercados ficaram mais seletivos", minimizou.

Presente no evento, o analista da Vince Partners Pedro Batista, disse que o impacto da crise de Dubai no Brasil é muito pequeno, devido à falta de exposição direta.

"Estive lá em 2007 e o que me chamou a atenção é que eles investem muito pouco aqui, e isso não mudou, ou seja, uma exposição direta na economia é muito pequena", disse durante a sessão de perguntas.

"O risco de Dubai vem sendo falado há tempos, mas foi bom porque lembrou que tem que se ficar atento ao risco soberano", afirmou. "Diria que é um soluço, mas sempre temos que monitorar bem", concluiu.

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