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Copel investe na adaptação da rede inteligente no Paraná

São previstos R$ 330 milhões para o desenvolvimento de smart grid até 2014

Bruna Bessi, iG São Paulo |

Automatizar e tornar o sistema elétrico inteligente. Estes são alguns uns dos objetivos da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Com prioridade no desenvolvimento tecnológico, a empresa já investiu R$ 20 milhões este ano e estão previstos mais R$ 330 milhões até 2014 para a área de Smart Grid – modelo de rede elétrica inteligente. A nova plataforma de energia possibilita um monitoramento mais intensivo da rede, com identificação rápida de possíveis falhas elétricas.

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Copel instala eletroposto no Paraná
Para implantar o novo sistema de transmissão e distribuição de energia, a Copel investe em modelos avançados de infra-estrutura. Mais de 16 km de fibra ótica foram instalados em 228 cidades do Paraná, o que facilita a transferência de informações por telefone ou internet. Com a tecnologia usada na produção dos cabos – feitos com vidro ultrafinos envolvidos por plástico - não há interferências, o que torna o sinal de comunicação mais nítido.

Outra parte dos recursos que envolvem o projeto de rede inteligente é destinada à automatização do modelo elétrico tradicional. “Já foram instalados 7631 medidores eletrônicos com leitura à distância para os consumidores do Paraná, reduzindo em 14% o consumo elétrico, já que falhas na rede são facilmente localizadas e o reparo feito rapidamente”, diz Vlademir Daleffe, diretor de distribuição da Copel.

A Copel já instalou neste ano outros 20 mil medidores eletrônicos – que poderão ser adaptados ao novo sistema – e para 2011 espera adquirir e implantar outros 200 mil unidades. O custo dos novos equipamentos varia de R$ 70 a R$ 600,00, de acordo com o gasto do consumidor, e tem um valor aproximado ao dos eletromecânicos (medidores tradicionais). A diferença fica pela durabilidade menor, de aproximadamente 30 anos. “Não queremos mais comprar os aparelhos antigos. Nossa previsão é de que em quatro anos todos os medidores de Curitiba sejam eletrônicos”, afirma o diretor.

A nova plataforma tecnológica já está em fase de testes no projeto experimental de Fazenda Rio Grande (Paraná). Os investimentos são direcionados à infra-estrutura, por meio da colocação de cabos, redes elétricas e adaptação de sistemas de transferência de energia. A análise dos resultados está prevista para daqui quatro anos e a Copel espera atender 100 mil consumidores.

Outros projetos em energia também envolvem Curitiba. A previsão da Companhia é no futuro iluminar as principais avenidas da cidade com lâmpadas de Led, reduzindo o consumo elétrico, e disponibilizar redes Wi-Fi para toda a região. Além disso, nos próximos dois anos serão testadas na cidade paranaense Fazenda Rio Grande tecnologias desenvolvidas na área de Smart Grid. “A rede inteligente chegará de maneira silenciosa. Em poucos anos os consumidores poderão controlar seus gastos em energia, identificando precisamente quanto cada aparelho consome”, afirma Cyro Vicente Boccuzzi, presidente da consultoria de energia Ecoee.

Testes com o eletroposto

Diante da necessidade de testar o potencial da rede e fazer as adaptações necessárias para o uso de carros elétricos - que consomem muita energia e podem sobrecarregar o sistema - a Copel colocou em funcionamento em setembro deste ano o eletroposto. Essa unidade de abastecimento fornece energia aos carros elétricos e a tarifa cobrada ainda será definida após o período de testes. “Queremos monitorá-lo e verificar quais tarifas poderão ser usadas, além de escolher os melhores locais para instalar outras unidades”, diz Daleffe.

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Abastecimento demora entre quatro e oito horas para ser concluído
Com a possibilidade da inserção do carro elétrico no Brasil, a Companhia Paranaense comprou, em 2009, um Palio Weekend e o adaptou - em parceria com o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), Itaipu e a empresa suíça Kwo, especializada na produção de energia renovável, para o uso elétrico.

A viabilização do novo projeto ocorreu a partir de um acordo entre a Prefeitura de São José dos Pinhais, a Copel, a Infraero e a Cooperativa de Táxi do aeroporto internacional Afonso Pena (Paraná), em que o veículo adaptado fica à disposição dos motoristas e a Copel oferece o abastecimento.

O acesso da energia para o veículo é restrito aos taxistas que possuem um cartão especifico para o uso. O  e o veiculo depois de carregado pode andar em média 130 km. “A nossa expectativa é que em 2014 teremos uma frota de táxis elétricos. Gastamos R$ 15 mil nesse primeiro eletroposto porque já temos um local para o fornecimento de energia”, afirma o diretor.

Ainda não foram fixados valores para o abastecimento, mas, segundo a Copel, a estimativa é de que o preço de uma carga cheia varie entre R$ 5 e R$ 8. Por enquanto, quem quiser realizar uma corrida com o táxi deverá comprar, no saguão do Aeroporto, um voucher, que garantirá um desconto de R$ 20 ao passageiro.

Um comércio em experiência

A idéia de aperfeiçoar o uso elétrico e evitar desperdícios também é aplicada em outro projeto: a geração distribuída. Com o propósito de gerar  no próprio local de consumo, a Companhia Paranaense compra, desde 2006, energia de três produtores de vacas e suínos.

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Energia gerada à base de biogás é captada
No processo são canalizados os dejetos dos animais para um tanque impermeabilizado aonde o metano é coletado, passa por um filtro e é direcionado para um motor que gera energia. A Copel adquiriu autorização especial da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para comercializar essa eletricidade, já que se trata de um projeto experimental. “Nós compramos a energia pelo valor estabelecido pela Agência, mais ou menos a R$ 150/hw/h”.

Participam deste programa Itaipu Binacional, Copel, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Lactec, Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) e Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). “Queremos nos preparar caso o processo de geração cresça. O avanço do programa ainda depende de uma regulamentação que estabeleça o preço de venda da energia e que seja atrativo para o consumidor”, diz Daleffe.

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