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Brasileiros só ficam atrás dos chineses entre os países emergentes, segundo a Gartner

Pesquisa realizada pela Gartner Inc., empresa com foco em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia da informação (TI), revela que os gastos dos usuários finais (consumidores domésticos) em TI irão alcançar US$ 101,3 bilhões este ano. O valor representa 9,6% do produto interno bruto (PIB) do País e o consagra como segundo maior mercado emergente na área, sendo a China o primeiro colocado.

Gastos dos usuários finais de TI nos países do Bric (em US$ bilhões)

Brasil tem bons resultados, mas permanece em 2º lugar

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Fonte: Gartner

Quando o investimento em tecnologia no Brasil é comparado aos outros países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o País apresenta bons resultados e assume posição de destaque, já que seu gasto em TI é mais representativo do que a média dos emergentes, de apenas 6,1% do PIB. “Os gastos estão crescendo rapidamente porque é algo difundido entre empresas de todos os portes, governo e segmentos de consumo”, afirma Peter Sondergaard, vice-presidente sênior do Gartner Research.

Apesar dos bons resultados, o sistema ainda precisa de modificações, por meio de melhor gerenciamento e administração adequada. “Trabalhar de forma mais eficaz com os líderes das empresas, otimizar os recursos e estabelecer funções específicas devem ser prioridade”, diz Sondergaard.

Segundo a pesquisa, os gastos em TI no Brasil atingirão um crescimento de 15,7% este ano, o que representará maior demanda para os prestadores de serviços focados em soluções de tecnologia. Outro aspecto destacado é a necessidade de inovação no setor para obter melhores resultados. “É preciso olhar para o futuro, 80% dos gastos em tecnologia da informação foram usados para fazer relatórios baseados em acontecimentos passados”, afirma Yvonne Genovese, vice-presidente e analista emérita do Gartner. “A nova situação econômica precisará de análises com informações novas, que não estão catalogadas em banco de dados”.

Além disso, ainda existem entraves para o melhor desempenho do setor de TI na América Latina. Conforme Donald Feinberg, vice-presidente e analista emérito do Gartner na área de pesquisa, as principais barreiras são a falta de ousadia e planejamento nas organizações. “Se os países arriscassem mais e houvesse uma ampliação dos investimentos, o setor de TI na América Latina seria projetado para o resto do mundo”, diz.

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