Comprador é Sidney Harman, bilionário ligado à indústria de equipamentos de áudio; revista enfrentava prejuízos crescentes

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Uma das edições da Newsweek publicadas em abril
O Washington Post fechou um acordo para vender a revista Newsweek para Sidney Harman, um conhecido filantropo americano de 91 anos, que fez fortuna no mercado de equipamentos de áudio.

O acordo encerra uma era. A revista estava havia quase meio século nas mãos do Washington Post. A revista foi fundada em 1933 e, em 1961, foi comprada pelo Washington Post, que edita o jornal de mesmo nome.

“Na busca por um comprador para a Newsweek, queríamos muito alguém que pense como nós pensamos sobre a importância do jornalismo de qualidade. Encontramos essa pessoa em Sidney Harman”, disse Donald E. Graham, presidente da The Washington Post Company, em comunicado.

Os termos do acordo não foram divulgados. Segundo nota publicada no site da revista, ela será comprada pela família Harman e não terá ligação com a Harman International, a empresa fundada Sidney Harman e da qual ele permanece como presidente emérito.

Até a manhã desta segunda-feira ainda havia outras ofertas sob análise, segundo a reportagem. Entre elas estariam a de Fred Drasner, ex-sócio do bilionário Mort Zuckerman na revista U.S. News & World Report e no tabloide New York Daily News. Outro dos que fizeram oferta pela revista, de acordo com a nota, foi o Avenue Capital Group, fundo de investimento do bilionário Marc Lasry. O fundo tem participação na America Media, que publica o tabloide The National Enquirer e a revista Star, especializada na cobertura de celebridades.

Ao anunciar a venda da Newsweek , em maio, o Washington Post alegou questões econômicas. O prejuízo operacional da revista foi de US$ 28,1 milhões em 2009, 82,5% maior que a perda de US$ 15,4 milhões registrada no ano anterior.

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