Segundo a Fecomercio, crescimento das vendas no período está relacionado ao bom desempenho da economia

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As vendas do comércio varejista na região metropolitana de São Paulo registraram aumento de 6,3% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado, informou nesta terça-feira a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).

Na pesquisa, as atividades comerciais que tiveram desempenho positivo no semestre foram as de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, com alta de 17,7%, vestuário, tecidos e calçados (11,7%), farmácias e perfumarias (11,2%), móveis e decorações (8,5%), comércio automotivo (6,9%) e supermercados (0,4%). Já as lojas de materiais de construção e de departamentos registraram, respectivamente, quedas de 2,1% e 1,9%. 

Em nota, a assessora econômica da Fecomercio-SP, Kelly Carvalho, afirmou que o crescimento das vendas no período está relacionado ao bom desempenho da economia. "A confiança do consumidor se manteve elevada graças ao crédito em forte expansão, além do crescimento do emprego e da renda na região metropolitana de São Paulo", afirmou. 

De acordo com a Fecomercio-SP, junho registrou a primeira queda nas vendas do comércio varejista na comparação com o mesmo mês de 2009. O resultado, segundo a entidade, foi puxado pela redução das vendas do setor de comércio automotivo, com queda de 26,2% em relação a junho do ano passado. Segundo a entidade, isso já era esperado, considerando a forte base de comparação decorrente da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos na época. 

A Fecomercio-SP destacou, no entanto, que há sinais de que pode haver uma desaceleração no crescimento das vendas do comércio varejista nos próximos meses. Segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de julho, houve um aumento de 10% no endividamento das famílias com ganhos de até dez salários mínimos na comparação com junho. "Muito embora ainda não permita conclusões seguras, pode ser indício de um processo de desaceleração nas taxas de crescimento nas vendas do varejo", alerta a assessora.

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