Nos seis primeiros meses do ano, número de unidades comercializadas cresceu 18% e, lançamentos, 66%, segundo o Secovi

A venda de imóveis novos na cidade de São Paulo atingiu 8.544 unidades no segundo trimestre deste ano, uma queda de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi 1% maior do que as vendas de janeiro a março, que somaram 8.461 unidades. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

O presidente do Secovi, João Crestana, minimizou a retração das vendas entre abril e junho. Para ele, o resultado foi pontual, reflexo, principalmente, da redução do estoque ofertado e até da Copa do Mundo, que foi realizada em junho e julho deste ano. “A maioria das vendas de imóveis novos ocorre durante os finais de semana. Meses antes da Copa, as pessoas só queriam saber da escalação e dos prognósticos para a seleção brasileira”, afirma Crestana.

Apesar de o volume de lançamentos em São Paulo ter subido 47,6% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2009, o estoque de imóveis ofertados continuou a cair. Em junho, havia um total de 32 mil unidades em todos os projetos aprovados nos últimos 12 meses na cidade de São Paulo. O número é 31% menor do que o maior patamar registrado em 2008, quando os lançamentos de um ano somavam 47 mil unidades. “Se há menos estoque, as vendas são menores”, afirma o economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci.

Expectativas para 2010

No semestre, foram vendidas 17 mil novas unidades na capital paulista, um aumento de 18,4% em relação aos seis primeiros meses de 2009. A expectativa do Secovi é que as vendas somem 37,5 mil unidades em São Paulo, superando o recorde realizado em 2007, quando foram vendidos 36,6 mil imóveis residenciais novos.

“Historicamente, os negócios do segundo semestre representam 60% do total”, afirmou Crestana.
No primeiro semestre deste ano, o volume de lançamentos cresceu 66,5% e alcançou e 13.566 unidades. Para o Secovi, a expansão reflete uma contração atípica dos lançamentos durante os seis primeiros meses do ano passado, motivada pela crise econômica internacional.

Para Crestana, a expansão da demanda por imóveis no Brasil é reflexo do déficit habitacional do país e do aumento da oferta de crédito para habitação. Apenas neste ano, a expectativa é que os empréstimos com recursos da poupança e do FGTS atinjam R$ 76 bilhões, uma alta de 53% em relação ao total financiado no ano passado.  

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.