TAM quer triplicar presença nas classes C e D em 5 anos

SÃO PAULO (Reuters) - A TAM, maior companhia aérea do Brasil, prevê que em cinco anos as classes C e D respondam por cerca de 17 por cento do público atendido, como resultado das iniciativas que a empresa vem adotando para ampliar sua presença junto à população emergente.

Atualmente, essas camadas correspondem a 6 por cento do público atendido.

"Não somos a companhia aérea 'top of mind' dos clientes emergentes mas queremos ser", afirmou a jornalistas nesta quinta-feira o presidente da TAM, Líbano Barroso.

A empresa anunciou nesta quinta-feira uma parceria com a Casas Bahia para vender passagens aéreas usando, inicialmente, a estrutura da varejista em três lojas na cidade de São Paulo.

A partir do próximo domingo, 8 de agosto, a TAM vai instalar estandes de venda de passagens nas filiais da Casas Bahia na Praça Ramos, na Vila Nova Cachoeirinha e em São Mateus, na capital paulista.

Segundo Barroso, as localizações foram escolhidas pelo alto tráfego da população que a empresa pretende atingir. Após o projeto piloto, a parceria deve ser estendida para outras lojas da rede varejista.

"Vamos ter público potencial de 1 milhão de pessoas... Teremos comunicação direta com o público que queremos atingir e que já tem identificação com a Casas Bahia", disse ele.

Com a parceria, o consumidor poderá dividir o valor das passagens em até 12 vezes no cartão de crédito da Casas Bahia, sendo que a parcela mínima será de 20 reais. Clientes do Banco do Brasil terão a opção de parcelamento em 48 vezes, com taxa de juro de 2,2 por cento ao mês.

As tarifas praticadas, contudo, serão as mesmas já adotadas pela TAM em outros pontos de venda.

O executivo anunciou, ainda, que a TAM firmou parcerias semelhantes com universidades onde serão instalados quiosques para venda de passagens com valores e condições diferenciadas a estudantes. As universidades parceiras, conforme Barroso, serão conhecidas nos próximos dias.

Para a parceria com a Casas Bahia, a TAM desembolsou mais de 10 milhões de reais em estudos nos últimos dois anos.

Questionado sobre a possibilidade de ampliação do projeto a outras redes varejistas, o presidente da companhia aérea disse que irá "procurar oportunidades" para criar parcerias futuras.

(Por Vivian Pereira)

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