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Supermercados devem ter a maior venda dos últimos cinco anos

Segundo Abras, aumento nas vendas pode ser de 6,5% em 2010; maior crescimento desde 2005, quando houve alta anual de 5%

Reuters |



Os supermercados brasileiros podem registrar este ano um aumento no volume de vendas entre 6 e 6,5%, o que significaria o maior crescimento desde 2005, quando houve alta anual de 5%. A estimativa foi feita nesta quarta-feira pela Associação Brasileira dos Supermercados (Abras).

No acumulado do ano até agosto, as vendas do setor supermercadista nacional em volume foram 6,8% superiores às registradas no mesmo intervalo do ano passado, impulsionadas principalmente pela comercialização de bebidas.

Nos oito primeiros meses de 2010, o volume de vendas de bebidas alcoólicas saltou 16,3%, com forte participação de cervejas, que responderam com 19,5% da alta. Na sequência, ficaram bebidas não-alcoólicas, cujo avanço foi de 11,1%, puxadas por vendas de refrigerantes, que acumulam alta de 12%.

Dentre as categorias pesquisadas pela Abras, em parceria com a Nielsen, a cesta Outros foi a única a apurar recuo no volume de vendas, pressionada sobretudo pela contínua queda nas vendas de cigarro, que cederam 3,9 por cento no ano.

"As vendas em volume mantêm considerável alta, sinal de que mais pessoas estão entrando no mercado de consumo", disse o presidente da Abras, Sussumu Honda.

Faturamento menor

Em sentido oposto ao aumento do volume de vendas, o faturamento dos supermercados brasileiros vem sendo pressionado pela maior participação das classes C e D no mercado consumidor, responsável por acelerar vendas de produtos das chamadas marcas de segunda linha.

A Abras informou nesta quarta-feira que as vendas reais do setor cresceram 1,2% em agosto na comparação com o mesmo mês no ano passado, mas recuaram 1,4% em relação ao mês anterior. De janeiro a agosto, o setor acumula expansão de 4,7% no faturamento na comparação com o mesmo intervalo de 2009, ficando abaixo dos 5% pela primeira vez este ano.

"As vendas estão subindo, mas com valor agregado menor. As classes mais baixas da população, apesar do maior poder de consumo, têm perfil de buscar produtos com preços mais baixos. Os supermercados vendem mais, mas ganham menos", assinalou Honda.

Ele também apontou a queda nos preços de produtos, especialmente industrializados, observada desde junho, como responsável pelo impacto no faturamento do setor. "A queda de preços impacta diretamente o faturamento."

A cesta AbrasMercado, composta por 35 produtos e calculada pela GfK, caiu 0,27% em agosto contra o mês imediatamente anterior. Na comparação anual, o valor da cesta aumentou 4,1%, passando de R$ 260,24 em agosto de 2009 para R$ 270,94 no mês passado.

Sob essa perspectiva, a Abras deve revisar a previsão de alta no faturamento dos supermercados para este ano, atualmente em cerca de 8%. "Certamente não vai atingir 8%", disse Honda, acrescentando que os dados de vendas de setembro devem permitir a elaboração de uma nova projeção.

 

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