A Deutsche Telekom, a Telefónica e outras empresas dominantes no setor de telecomunicações na Europa serão forçadas a abrir suas novas redes supervelozes de banda larga a outros competidores, de acordo com o novo pacote de medidas que será anunciado pela Comissão Europeia na próxima segunda-feira

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A Deutsche Telekom, a Telefónica e outras empresas dominantes no setor de telecomunicações na Europa serão forçadas a abrir suas novas redes supervelozes de banda larga a outros competidores, de acordo com o novo pacote de medidas que será anunciado pela Comissão Europeia na próxima segunda-feira. Um esboço do pacote, ao qual a agência Dow Jones teve acesso, pede para que as grandes companhias do setor ofereçam acesso aos concorrentes menores em preços não discriminatórios. A Comissão afirmou que as novas regras promoverão a competição e a inovação no mercado de banda larga, que é essencial para impulsionar o crescimento na Europa. Visto que as redes de fio de cobre instaladas há cerca de 50 anos estão perto do final de seu prazo de vida útil, as maiores empresas de telefonia estão investindo milhões de euros para substituí-las por cabos de fibra ótica, o que possibilitará um acesso ilimitado à internet de banda larga na Europa. Muitos dos antigos monopólios estatais de telefonia, que ainda detêm a maior parte de seus mercados, estão se recusando a abrir as suas redes de fibra ótica aos concorrentes até que tenham recuperado o custo do investimento. As exceções notáveis são o BT Group, do Reino Unido, e a provedora de telecomunicações holandesa Royal KPN. O plano de acesso justo beneficiará empresas menores que temem que uma mudança de tecnologia de grandes proporções possa forçá-las a deixar o mercado. "Muitas operadoras rivais foram excluídas do negócio ou vendidas por uma ninharia durante a última mudança de tecnologia, do acesso discado à internet de banda larga", disse Ilsa Godlovitch, diretora da Associação Europeia de Telecomunicações Competitivas (ECTA, na sigla em inglês), que representa as novas empresas de telecomunicações. "Isso não irá tão longe quanto gostaríamos. Nós acreditamos que o preço não está claro o suficiente e que poderá ser bastante complicado e difícil de aplicar as regras", disse ela. "Mas a ação precisa ser tomada agora em vez de mais tarde." As notícias não serão bem-vindas, no entanto, pelas gigantes do setor que esperam manter o controle total de suas redes. A Telefónica se recusou a comentar a proposta, mas a companhia disse no passado que era contrária ao compartilhamento das redes óticas porque isso limitaria os investimentos em novas redes. A provedora alternativa britânica Virgin Media também afirmou que não venderá sua rede de fibras óticas a empresas rivais. "Nós não somos uma empresa beneficiada nacionalmente, mas um competidor no mercado existente. Gastamos 13 bilhões de libras do nosso próprio dinheiro privado na construção de uma rede que ampliará nossa vantagem no mercado de banda larga no Reino Unido e temos a intenção de garantir o retorno do investimento realizado", disse a companhia britânica. A Virgin Media disse também que "a abertura de nossos cabos reduzirá o incentivo para expandir a nossa rede a fim de ajudar mais pessoas a terem acesso à banda larga mais rápida no Reino Unido". A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, tem discordado de algumas das maiores empresas de telecomunicações da Europa, acusando-as de usar seu domínio para retirar seus concorrentes do mercado. As informações são da Dow Jones.

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