Tradicional fabricante de biscoitos brasileira é vendida para a PepsiCo. Valor da operação não foi divulgado
A PepsiCo confirmou nesta quinta-feira a compra da marca Mabel, uma das principais fabricantes de biscoitos do Brasil. A aquisição deve fortalecer seus negócios no País, um dos mercados mais importantes e de maior crescimento para a PepsiCo.
“Vamos crescer de forma significativa no segmento de biscoitos no Brasil”, disse Olivier Weber, presidente da Pepsico Alimentos para América do Sul, América Central e Caribe, durante entrevista coletiva realizada nesta tarde em Goiás.
Leia também:
Antes da Mabel, Pepsico já tentou comprar outras empresas no Brasil
Conheça a história da fabricante de biscoitos Mabel
O segmento de biscoitos representa 95% do faturamento da Mabel, estimado em R$ 770 milhões em termos de receita líquida anual. Atualmente, a empresa está entre as cinco maiores fabricantes do produto no País. Segundo a PepsiCo, o mercado é muito atraente, já que o consumo de biscoito faz parte do dia a dia de 98% das famílias brasileiras.
“Queremos construir uma marca líder no segmento de biscoitos doces e salgados no Brasil”, afirmou Weber. Para tanto, o executivo disse que a PepsiCo tem “um plano de crescimento anual agressivo” e fará “um investimento importante nos próximos três anos”, sem revelar valores específicos.
O preço que a multinacional desembolsou pela Mabel também não foi revelado. No mercado, especula-se que a aquisição tenha sido fechada por aproximadamente R$ 800 milhões. O negócio envolve a venda da marca Mabel e da divisão de biscoitos.
“A PepsiCo adquiriu todo o uso da marca Mabel. Menos eu, falei com meu pai, mas ele não me vende”, brincou o deputado Sandro Scodro, mais conhecido como Sandro Mabel. Ele é filho de um dos fundadores da companhia e presidente do conselho de administração.
Após vender a divisão de biscoitos, a família continuará atuando no setor de alimentos e ainda não decidiu o novo nome para a empresa. “Por enquanto, estamos nos tratando como família Scodro”, afirmou Mabel.
As negociações para a venda da empresa começaram há três meses, com nove empresas interessadas, afirmou Mabel. Por fim, quatro companhias continuaram na briga, até que a PepsiCo conseguiu fechar o negócio. “A Mabel tem sido assediada há muitos anos”, disse.
A compra da divisão de biscoitos vai complementar o portfólio de alimentos da PepsiCo e criar novas frentes de expansão. “Vemos uma complementariedade muito interessante do ponto de vista geográfico”, afirmou Weber. “A aquisição nos permite entrar de forma muito mais sólida no Centro-Oeste e Nordeste.”
O negócio é mais um passo da PepsiCo no sentido de reordenar o portfólio no Brasil. Tanto que a empresa vendeu a tradicional marca de sardinhas Coqueiro e decidiu fortalecer sua presença no segmento de biscoitos. A compra da fabricante brasileira ocorre após a aquisição recente da indústria argentina de biscoito Dilexis. Com a Mabel, a PepsiCo terá cerca de 12 mil funcionários no Brasil e operará 19 fábricas de alimentos e refrigerantes no País.
O negócio ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e deve ser finalizado até o fim deste ano. “Não estamos vislumbrando problemas, o segmento de biscoitos no Brasil é muito pulverizado, com muitos jogadores”, disse Weber.
Crise de imagem
No Brasil, a PepsiCo tem enfrentado uma crise de imagem nos últimos meses. Em outubro, a empresa admitiu falhas no envasamento de 80 unidades do Toddynho, que levaram à contaminação da bebida por produtos de limpeza. A notícia assustou consumidores e provocou uma queda de quase 30% nas vendas do Toddynho em Porto Alegre, onde os casos se concentraram.
Outro episódio negativo para a imagem da empresa foi uma promoção de refrigerante Pepsi realizada em setembro: quem comprasse o produto receberia uma segunda garrafa de graça. Mas com a elevada demanda, o refrigerante desapareceu rapidamente dos supermercados e causou protestos de clientes e varejistas.
Com essa "tacada" a PEPSICO confirma mais uma vez que nunca será líder em nenhum segmento no Brasil. Quando pensamos em cias como Nestlé, Coca Cola, Unilever sabemos que os produtos são de qualidade. Mas o que dizer de uma empresa que tem no seu portfólio marcas como Lucky e Mabel? Puxa! Se tem a intenção de crescer ao menos optem por produtos com boa qualidade. Por outro lado vendem a Coqueiro, a melhor marca do segmento. Nunca vi tamanha incoerência. Em suma, LUCKY e MABEL envergonham o portfólio PEPSICO.
Responder comentário | Denunciar comentárioNão gostei.\n\n\nIsto significa dinheiro saindo de nosso país. Quero industria nacional!!!
Responder comentário | Denunciar comentárioFUI FUNCIONARIO DA EMPRESA MABEL NO RIO DE JANEIRO E FICO MUITO FELIZ POR VER A MABEL EM GRANDE INTERESSE POR ESTE GRUPO AMERICANO E MELHORAR SEU DESEMPENHO NO MERCADO BRASILEIRO.AOS DIRIGENTES DA MABEL MEUS PARABENS E MUITO SUCESSO
Responder comentário | Denunciar comentárioLamnetavel, mais uma empresa que deixou de ser nacional, o governo precisa bloquear est tipo de venda, não podemos perder empresas nacionais .
Responder comentário | Denunciar comentárioSerá que os biscoitos Mabel ,serão iguais ao da batatinhas Rufles??\nCheio de vento com um pouquinho de batata???!!!!
Responder comentário | Denunciar comentárioParabéns, que venha com muitas novidades.\nHummm, adoro as rosquinhas de milho.
Responder comentário | Denunciar comentárioAntes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!