Presidente do grupo não descarta aquisições na região e acha "natural e saudável" a união entre Insinuante e Ricardo Eletro

O presidente do Grupo Pão de Açúcar, Enéas Pestana, classificou hoje como "natural e saudável" a criação da holding Máquina de Vendas, resultante da fusão entre as redes varejistas Insinuante e Ricardo Eletro, ocorrida no final de março. "É um movimento de proteção, buscando a obtenção de sinergias em um mercado que tem um líder disparado (a Casas Bahia e o Ponto Frio)", afirmou, em evento do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).

Pestana afirmou que o Pão de Açúcar vai investir fortemente no mercado nordestino, região na qual a Máquina de Vendas tem grande parte de suas lojas - a Insinuante é baiana. "O Nordeste é hoje o segundo mercado consumidor brasileiro, com um potencial enorme de crescimento", disse.

Segundo ele, a expansão do grupo na região ocorrerá de forma orgânica, mas aquisições não foram descartadas. "Nossas aquisições não pararam, mas buscamos empresas que estejam alinhadas com nossas estratégias", disse.

Primeiro trimestre

Sobre o resultado das vendas, Pestana destacou que as vendas do primeiro trimestre "estão acima da média do mercado", sem dar detalhes dos números. "Tivemos uma Páscoa fantástica", disse. De acordo com Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as vendas reais no setor acumularam uma expansão de 7,67% nos dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2009.

Em relação às projeções do grupo para o ano de 2010, o executivo afirmou que serão divulgadas ao mercado até o fim da primeira quinzena de maio. Segundo ele, as projeções irão incluir os resultados da Casas Bahia. Pestana disse ainda que a companhia não tem encontrado problemas no processo de consolidação das atividades ao longo do processo de união com a Casas Bahia, anunciado em dezembro.

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