Apenas um terço das empresas faz parcerias e oferece serviços diretamente aos usuários

Pesquisa realizada pela Frost & Sullivan em parceria com a Amdocs, empresa de criação de software e serviços do ramo de telecomunicações, revela que apenas um terço das operadoras de países emergentes entrevistadas planejam ampliar diretamente os serviços oferecidos aos usuários.

A maioria delas, cerca de 65%, planeja manter o foco na oferta de conexão por banda larga. Entre aquelas que estudam ampliar a atuação, o objetivo é ofercer serviços ligados à saúde e educação, além de pagamentos por meio de celulares dentro de um prazo de cinco anos.

Mais de 25 operadoras do sudeste asiático, América Latina e Europa Oriental participaram do estudo, que revelou um caráter ainda inseguro das empresas de telecomunicações quando o assunto é o mundo conectado. No cenário atual, segundo a pesquisa, 88% das operadoras da América Latina e Caribe preferem oferecer apenas conectividade aos usuários, sem firmar parcerias comerciais.

Nas previsões para os próximos cinco anos, a pesquisa mostra que 90% das operadoras acreditam que o modo como é feita a precificação dos planos telefônicos e de internet irá mudar. “Haverá um modelo mais flexível e que se adapte ao consumidor. O modelo de pacotes com serviços fechados terá cada vez menos espaço”, diz Maurício Falck, gerente de desenvolvimento de negócios da Amdocs.

Na adaptação do mercado emergente à nova realidade tecnológica são necessárias modificações, como reduzir custos operacionais e investir em gestão, planejamento e desenvolvimento da rede. Segundo o estudo, 58% das operadoras acreditam que precisarão melhorar o suporte ao cliente, diferenciando as formas de atendimento. Além disso, 38% acreditam que é possível aproveitar melhor os perfis dos usuários na personificação dos atendimentos.

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