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Nova sede da Petrobras deve incentivar lançamentos corporativos

Obras ainda não começaram, mas preço do metro quadrado na região triplicou em três anos

Marina Gazzoni, enviada a Santos |

O anúncio da construção de um escritório da Petrobras em Santos marcou uma nova fase de lançamentos imobiliários na região. A expectativa do setor é que outras empresas acompanhem a estatal e reforcem sua atuação na cidade. A chegada de novas companhias deve aquecer a demanda por imóveis corporativos na cidade.

A expansão da oferta no segmento corporativo caminha em ritmo menor que o residencial, mas o interesse na região é crescente. “A descoberta do pré-sal está começando a repercutir em um movimento de incorporadores que nos procuram a avaliação de aéreas para lançamentos comerciais”, afirma o diretor-executivo da unidade da Lopes na região, Paulo Pinheiro. Segundo ele, os investidores buscam empreendimentos assertivos, feitos para empresas que já manifestaram interesse em construir sua sede no local. “Mas a tendência é isso mudar assim que a Petrobras avançar na construção da sede.”

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Terreno onde será construída a sede da Petrobras em Santos; hoje há um armazém abandonado no local

Hoje, há apenas o armazém de exportação da antiga São Paulo Railway abandonado no terreno de 25 mil metros quadrados onde será construída a sede da Petrobras em Santos, no bairro Valongo, no centro histórico da cidade. A estatal investiu R$ 15 milhões na aquisição da área, que receberá um complexo empresarial de três torres. Do outro lado da rua, uma sequência de depósitos e transportadoras caracteriza a região. Ainda não há obras nem placas que anunciam futuros lançamentos no bairro, hoje considerado uma área degradada próximo ao porto.

Se a olho nu os lançamentos ainda não começaram, o mercado já precificou a chegada da estatal na região. O preço do metro quadrado no bairro Valongo pulou de, em média, R$ 500, em 2007, para R$ 1.500 neste ano, segundo corretores de Santos consultados pelo iG. “O escritório da Petrobras vai transformar a região”, afirma Pinheiro
 

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