SÃO PAULO - Após triplicar o lucro do primeiro para o segundo trimestre, quando registrou ganho de R$ 23,129 milhões, a Multiplus - empresa criada pela TAM para gerir programas de fidelização - informou hoje que prevê um crescimento da ordem de 15% a 20% no faturamento com as vendas dos pontos utilizados por suas parceiras para premiar clientes. A expectativa se sustenta na tendência de crescimento do mercado aéreo e da expansão da base de empresas parceiras. Esses fatores se aliam à disseminação do uso de cartões de pagamento, dado que as parcerias com bancos já respondem por aproximadamente 70% das receitas da companhia.

SÃO PAULO - Após triplicar o lucro do primeiro para o segundo trimestre, quando registrou ganho de R$ 23,129 milhões, a Multiplus - empresa criada pela TAM para gerir programas de fidelização - informou hoje que prevê um crescimento da ordem de 15% a 20% no faturamento com as vendas dos pontos utilizados por suas parceiras para premiar clientes. A expectativa se sustenta na tendência de crescimento do mercado aéreo e da expansão da base de empresas parceiras. Esses fatores se aliam à disseminação do uso de cartões de pagamento, dado que as parcerias com bancos já respondem por aproximadamente 70% das receitas da companhia. A Multiplus se beneficia da migração de pagamentos em dinheiro ou cheque para cartões de crédito porque os bancos emissores desses plásticos procuram oferecer programas de pontos a seus clientes. A empresa tem parcerias com algumas das maiores instituições financeiras do país, incluindo o Banco do Brasil, o Itaú Unibanco e o Bradesco. "Esse é um mercado que cresceu 22% (na média anual) nos últimos cinco anos e estamos inseridos nessa cadeia", afirma Eduardo Gouveia, presidente da Multiplus, que, antes de chegar à empresa, ocupou a vice-presidência de marketing e vendas da Cielo por quatro anos. Só de abril a junho, as vendas de pontos da companhia somaram R$ 263,968 milhões, 14,6% acima dos três meses antecedentes. Para conquistar esse crescimento, o Multiplus tem buscado ampliar sua penetração em diversos segmentos. Até dezembro, a meta é agregar mais 25 parceiros, para chegar a uma base de 150 empresas. A companhia, segundo Gouveia, já mapeou 21 segmentos prioritários, incluindo educação, operadoras de TV a cabo, drogarias e locação de carros. Fora a expansão da rede de parceiros comerciais, a estratégia de crescimento passa pelo aumento da oferta de serviços diferenciados e pelo desenvolvimento da capacidade de resgate e acúmulo de pontos nos programas da companhia, disse Gouveia durante teleconferência na manhã de hoje com analistas. Paralelamente, a companhia toca um processo de separação de suas operações com as da TAM. No dia 23 de agosto, a sede administrativa da empresa passará a ocupar parte do 21º andar de uma das torres do Centro Empresarial Nações Unidas (na zona sul de São Paulo), saindo do Hangar VII do aeroporto de Congonhas, onde a companhia aérea está instalada. (Eduardo Laguna | Valor)

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