Conheça os produtos mais exclusivos e desejados das marcas de prestígio no País

Com 131 mil brasileiros com patrimônio de mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 1,7 milhão) investidos, segundo dados do banco de investimento Merrill Lynch, e um mercado que movimenta mais de US$ 5,9 bilhões (R$ 10,4 bi) ao ano, de acordo com a MCF Consultoria, o Brasil é hoje, assim como China e Rússia, um dos países com maior potencial de consumo no segmento de luxo.

Só nos últimos três anos, mais de 40 marcas desembarcaram por aqui. Caso da Hermès, famosa por suas bolsas e lenços que se tornaram objeto de desejo no mundo todo, da badalada Marc Jacobs e das italianas Pucci e Armani. Todas em São Paulo, cidade que concentra 75% do consumo de marcas top do país, e onde devem se estabelecer pelo menos outras 50 grifes de prestígio nos próximos cinco anos.

“Estima-se que para manter-se em sintonia com os lançamentos internacionais seria necessário gastar de R$ 10 mil a R$ 15 mil por mês”, afirma Silvio Passarelli, diretor do Programa de Gestão do Luxo da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP) e autor do livro “O Universo do Luxo – Marketing e Estratégia para o Mercado de Bens e Serviços de Luxo” (Ed. Manole).

Bolsa é o principal objeto de desejo

Ainda que o perfil do consumidor tenha variáveis dentro de cada um dos segmentos, na moda, são as mulheres quem dominam o mercado. “Elas representam cerca de 70% desse público”, diz Passarelil
O artigo mais desejado é, sem dúvida, a bolsa. Feitas em diversos modelos e materiais, elas estão presente em todas as coleções, em diferentes escalas de preço para satisfazer tanto quem está entrando nesse universo, quanto as consumidoras que podem pagar pela exclusividade. “Alguns modelos chegam a ter filas de espera de quatro a cinco meses em todo o mundo, tal sua escassez”, exemplifica.

É o caso da bolsa New Jackie, da Gucci, que chegou a ter mais de 20 pessoas aguardando sua chegada na época da inauguração da loja em São Paulo, em meados de 2009. O modelo mais simples da bolsa, em couro preto liso, não sai por menos de R$ 5.833. Já a versão em python chega a R$ 19.720.

Com a possibilidade de pagar de forma parcelada – modelo inexistente nas lojas mais exclusivas fora do Brasil -, as consumidoras brasileiras aproveitam para abastecer o guarda-roupa com itens únicos como o mantô de pele de coelho da D&G, vendido por R$ 16.680, o tapa orelhas de pele com estampa de oncinha da Louis Vuitton (R$ 2.320) e a sandália Pigalli, do designer de sapatos francês Christian Louboutin, cravejada com cristais dourados (R$ 13.150).

“Além de aplacar o desejo pessoal, a compra desses produtos está ligada à sensação de pertencer a um grupo social, pois eles transferem prestígio”, diz o diretor da Faap. Caso do edredom em algodão da grife Missoni, vendido por R$ 4.190, da maleta com jogo de chá em prata, da Goyard, disponível por R$ 98.500, e do terno sob medida da Zegna, feito com corte de merino australiano de padronagem única (R$ 65 mil).

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