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McDonald's evita tratamento especial à classe C

Na contramão do mercado, rede teme perder clientes no ascendente segmento econômico se criar produtos específicos para ele

Daniela Barbosa, iG São Paulo |

Na contramão de muitas empresas que miram seus esforços para atingir a classe C brasileira, que está em plena ascensão, a rede de fast food McDonald's prefere não investir no desenvolvimento de produtos voltados especificamente para agradar a esse público. "O dia em que o McDonald's fizer alguma coisa exclusiva para a classe C, ele perde essa clientela", diz Mauro Multedo, vice-presidente de marketing da empresa.

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Ronald McDonald, o palhaço-símbolo do McDonald's: rede faturou R$ 3,4 bilhões em 2009 e espera crescer 9% neste ano
Segundo ele, é um grande erro acreditar que a classe C precisa de produtos diferenciados - e, consequentemente, mais baratos para consumir. "Estamos falando de pessoas que gastam de acordo com as circunstâncias e buscam produtos de qualidade, sem pensar tanto no preço", disse. "Dá a impressão de que a classe C surgiu ontem no Brasil e que é composta por gente diferente do resto do mundo", afirma. "Posso garantir que esse público há oito anos impulsiona nossas vendas."

O crescimento da economia brasileira deu impulso para ascensão social da baixa renda. Com isso, a classe C ganhou força e atraiu a atenção de empresas de diversos setores, que decidiram criar produtos específicos para vender a esse segmento. Segundo estimativas, a classe C brasileira - formada por famílias com uma faixa de renda média mensal de R$ 1,1 mil a R$ 4,8 mil - já tem mais de 90 milhões de pessoas.

O McDonald's prefere não criar produtos específicos para esse público, mas adota uma política de descontos nas vendas de sanduíches, que têm preços entre R$ 3 e R$ 5. Todos os dias são ofertados itens variados do cardápio. A rede agora estuda a possibilidade de comercializar o Big Mac, campeão de vendas no Brasil, a R$ 5 pelo menos uma vez na semana. Atualmente, só o lanche custa R$ 9.

A empresa também acentuará a expansão de suas atividades em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. Cidades do interior paulista e fluminense e capitais de menor porte, locais em que a marca ainda não está muito presente, são focos para inauguração de novas lojas nos próximos anos. “Queremos estar presente em todas principais cidades do País em, no máximo, 15 anos”, disse Multedo.

Desde 1979 no Brasil, o McDonald’s possui 577 restaurantes e 60 McCafés. A rede atua em 143 cidades brasileiras e, em 2009, faturou R$ 3,4 bilhões, o que representou crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior. O Brasil lidera as vendas na América Latina e ocupa a oitava posição mundial da empresa.

Na Copa , cardápio temático

Como patrocinadora oficial da Copa do Mundo de futebol, o McDonald’s tem feito adaptações em seu cardápio. A estratégia, que prevê o lançamento de sanduíches com peculiaridades culinárias de países que participam da competição, tem sido adotada desde 2002. Neste ano, Espanha, Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Argentina, Itália e França vão ser temas dos lanches.

Com as novidades, a rede espera crescer até 9% em vendas em 2010. Segundo Multedo, a empresa investiu cerca de R$ 20 milhões para desenvolvimento dos novos sabores, veiculação de campanhas publicitárias e promoções de patrocínio.

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