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Materiais de construção: vendas acima de R$ 50 bi

FGV diz que PIB do setor crescerá quase 9% em 2010; ascensão social das classes C, D e E amplia potencial de vendas

Lila de Oliveira, iG São Paulo |

O mercado de materiais de construção deve crescer 15% neste ano, segundo a avaliação dos organizadores das feiras Feicon Batimat e Expolux, duas das principais do setor, que serão realizadas de 6 a 10 de abril em São Paulo. Se a projeção se confirmar, o segmento chegará a quase R$ 52 bilhões em vendas - em 2009, o faturamento dessa indústria foi de R$ 45 bilhões, de acordo com a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). 

O prognóstico é reflexo de pesquisas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que apontam para um crescimento de 8,8% do PIB do setor em 2010, e da grande procura por espaços para exposição neste ano. “Seis meses antes já tínhamos comercializado tudo e muitas empresas acabaram ficando de fora”, diz Jair Saponari, diretor da Reed Exhibitons Alcântara Machado, responsável pela organização dos eventos.

Agência Estado
Movimento de recuperação das vendas do setor começou em 2009; crescimento previsto para este ano é de 15%
Com 729 expositores e a expectativa de atrair pelo menos 170 mil visitantes, entre arquitetos, engenheiros, construtores, lojistas e consumidores finais, as duas feiras estimam gerar um total de R$ 481,8 milhões em negócios. O valor é 10% maior que o registrado em 2009.

Com o avanço do programa do Governo Federal “Minha Casa, Minha Vida”, o significativo crescimento dos financiamentos imobiliários e a expansão da infraestrutura, as expectativas para o desempenho do setor são altas. “São fatos muito positivos, o que nos leva a antever bons resultados”, diz Dilson Ferreira, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), uma das entidades que apoiam o evento, que será realizado no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

Segundo Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), outros fatores colaboram para o otimismo das empresas: a redução do IPI sobre o material de construção, medida que poderá ser prorrogada para além do prazo estipulado (30 de junho), as novas obras previstas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e também obras destinadas à realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

Em 2009, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 27 milhões de pessoas migraram das classes D e E para a classe C, o que amplia ainda mais o potencial de consumo dos materiais de construção.

Setores de iluminação e tintas também animados

O setor de iluminação é outro que vê cenário positivo. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (Abilux), a movimentação em 2009 chegou a R$ 2,6 bilhões, número que a entidade pretende superar em 12% neste ano.

Na indústria de tintas, por sua vez, os resultados dos primeiros meses de 2010 mostram a continuidade da tendência de crescimento das vendas. O movimento teve reinício no fim do primeiro trimestre de 2009.

A previsão de avanço, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), é de 3,5% em comparação com o ano passado - o percentual fica acima da média geral do setor. Se a previsão se confirmar, as vendas anuais de tintas imobiliárias devem ultrapassar, pela primeira vez, o patamar de 1 milhão de litros. Em 2009, foram vendidos 982 milhões de litros, que representaram crescimento de 0,7% em relação ao ano anterior.

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