Recursos serão usados para abertura de novas lojas; nova empresa será criada a partir da união entre Insinuante e Ricardo Eletro

A Máquina de Vendas, empresa que nascerá a partir da fusão entre as redes de varejo Insinuante e Ricardo Eletro, terá um caixa inicial de R$ 200 milhões, segundo apurou o iG . Os recursos serão utilizados principalmente para a abertura de novas lojas ao longo deste ano. A prioridade será o Rio de Janeiro.

Na programação de investimentos, Insinuante e Ricardo Eletro preveem abrir um mínimo de 30 unidades neste ano, todas elas em território fluminense - combinadas, as duas redes têm 528 lojas, distribuídas em 17 Estados. O desembolso previsto é de R$ 50 milhões, embora não esteja descartado um adendo à programação inicial.

"O número pode chegar a até 50 ( lojas ). Outras lojas podem ser abertas se um novo shopping for inaugurado em cidades em que já atuamos, ou se surgir um novo bairro ( com potencial de consumo) . Essas são coisas do dia-a-dia", disse Luiz Carlos Batista, presidente da Insinuante, que ficará no comando do conselho da Máquina de Vendas. Ricardo Nunes, fundador da Ricardo Eletro, presidirá a nova empresa.

O caixa da Máquina de Vendas não se limitará aos R$ 200 milhões aportados pelos dois sócios. As redes estão ainda em fase de renovação de contratos com bancos e financeiras para a comercialização de produtos financeiros nas lojas dos dois grupos, como crédito direto ao consumidor e cartões de crédito. Segundo cálculos de Nunes e Batista, as negociações podem render "entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões" adicionais para outros investimentos.

A Ricardo Eletro, nascida na década de 90 em Minas Gerais, e a baiana Insinuante, que completou 50 anos de vida em 2009, anunciaram nesta segunda-feira a união de suas operações. O faturamento de ambas somado é de R$ 4,6 bilhões e o número de funcionários, de 15 mil. A fusão desbanca a rede Magazine Luiza do posto de segunda maior varejista do País.

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