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Ex-dono de Mappin e Mesbla deixa comando da Galo Bravo, em Ribeirão Preto (SP), onze meses depois de assumi-la

Onze meses depois de assumir a Usina Galo Bravo, em Ribeirão Preto (SP), o empresário Ricardo Mansur deixou o comando da empresa em meio a uma confusão. Ele é acusado por um dos donos da Galo Bravo, o empresário Alexandre Balbo, de desviar ao menos R$ 10 milhões da usina, além de pedir bens de sua família em troca do fim do negócio. Mansur, que não se manifesta, teria deixado a cidade e retornado a São Paulo.

Segundo Balbo, filho de Ademar Balbo, proprietário da usina negociada em agosto do ano passado com Mansur, o dinheiro desviado foi utilizado para sustentar a tentativa de retomada dos negócios do empresário em Ribeirão Preto, que teria incluído até a compra de um avião. A aeronave já teria sido devolvida.

No mês passado, advogados de Balbo conseguiram revogar a procuração dada para Mansur gerir a usina e saneá-la financeiramente. "Ele não pode fazer mais nada em relação aos ativos da empresa, mas estamos querendo tirá-lo para fora de uma vez", disse Balbo. Por meio de uma carta, Mansur teria ameaçado o empresário caso a revogação da procuração fosse divulgada.

De acordo com Balbo, praticamente nada foi pago do valor acordado na aquisição e gestão da Usina Galo Bravo. A promessa de sanear financeiramente a companhia, que tinha uma dívida estimada em R$ 450 milhões pelos credores, não foi cumprida. "A intenção era resolver os problemas e ele colocar alguns recursos na empresa, mas isso não aconteceu. Além de (Mansur) não resolvê-los, ele piorou os problemas", diz. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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