Segundo empresa, movimento de consolidação chegou à América Latina

Com o foco na integração das operações, os movimentos de aquisição deverão ficar em segundo plano na Latam, empresa resultante da planejada fusão da brasileira TAM com a chilena LAN. "Temos muito trabalho pela frente. O que mais atrapalha o sucesso de uma fusão é a distração", disse hoje o presidente da TAM S/A, Marco Antonio Bologna, acrescentando que a prioridade da nova empresa será concluir o processo de integração, no sentido de iniciar a captura das sinergias previstas de US$ 400 milhões. O executivo afirmou que por "dever de ofício" a Latam poderá avaliar oportunidades, mas o foco, em um primeiro momento, será levar a união das companhias a cabo. "Não há nenhum plano que não seja fazer a integração", assinalou Bologna durante evento com analistas e investidores organizado pela Apimec.

Por sua vez, Líbano Barroso, presidente da TAM Linhas Aéreas, disse no mesmo encontro que a fusão com a LAN representa a antecipação na América Latina de um movimento de consolidação que já acontece na Europa e nos Estados Unidos. Segundo ele, o negócio cria oportunidades de novas rotas para os continentes europeu e africano, além de melhorar a eficiência das conexões das duas empresas, ampliando a taxa de ocupação das aeronaves. "São possibilidades que começam a se abrir. Vamos analisar", afirmou Barroso.

Antes mesmo da fusão, a TAM prevê iniciar em dezembro os voos diários de São Paulo para Bogotá, enquanto a LAN deverá abrir no próximo ano uma filial no mercado colombiano. Vale lembrar que a união está prevista para um prazo de seis a nove meses, a depender da aprovação de acionistas e de órgãos reguladores. Segundo os executivos da empresa aérea brasileira, a fusão não é baseada em custos, de modo que não está ancorada na redução do quadro de funcionários. As empresas ainda não tomaram uma decisão sobre como ficará a situação das alianças internacionais a partir do início da fusão. Enquanto a TAM é membro da Star Alliance desde maio, a LAN é integrante da Oneworld. "No futuro, vamos pensar na aliança", disse Barroso, apontando a possibilidade de as duas alianças serem preservadas.

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