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Empresa apresenta seu novo presidente no País, Oscar Clarke, e não descarta possibilidade de novas aquisições para atingir planos

O novo presidente da Hewlett-Packard (HP) no Brasil, Oscar Clarke, está há três semanas sem dormir. Desde que assumiu o comando da empresa, Clarke tem pensando em ações estratégicas que possam levar a HP a ser líder de vendas de computadores no País. O mercado tem a Positivo no topo do ranking.

O executivo não descartou a possibilidade de mais uma aquisição para atingir o objetivo. "Estamos de olho no mercado. Se a aquisição complementar nossos negócios, vamos investir, sim", disse. Segundo ele, dinheiro para isso a companhia tem.

Nos últimos quatro anos, a HP adquiriu no mundo todo cerca de 40 empresas, com investimentos que chegaram a US$ 45 bilhões, todas com dinheiro de caixa - só a compra da EDS, fechada em maio de 2008, exigiu US$ 13,9 bilhões. A última aquisição, a da Palm, anunciada no mês passado, consumirá US$ 1,2 bilhão. “Estamos crescendo, mas não estamos nos endividando. A HP nunca precisou fazer um empréstimo para comprar uma nova empresa”, afirmou o executivo.

Clarke já comandou diversas companhias de tecnologia da informação no Brasil. Na Intel, sua experiência anterior, ele conseguiu fazer com que, em dois anos, a participação de mercado da companhia crescesse quase 30%. Na HP, o executivo pretende, além de atingir a liderança em todos os segmentos de atuação da empresa, melhorar a sinergia entre essas áreas. A ideia é tornar a HP Brasil um modelo para unidades da companhia em outros países.

Atualmente, a empresa se divide em três grandes áreas: impressoras e imagens, consumo (da qual os computadores fazem parte) e negócios. Esse é o modelo global da empresa, mas, segundo Clarke, foi dada carta branca para que o sistema seja mudado. “Nossas áreas vão começar a conversar entre si. Com isso, podemos fechar negócios casados, como vendas de impressoras e computadores a um único cliente”, afirmou.

O lucro global da HP nos três primeiros meses do ano cresceu 28% na comparação com o mesmo período de 2009, para US$ 2,2 bilhões. Nos países do Bric, no qual o Brasil está inserido, os ganhos avançaram 25%. O desempenho brasileiro foi inferior apenas ao da China.

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