SÃO PAULO - O governo português orientou o banco estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD) - que tem 7,3% da Portugal Telecom - a votar contra a venda da participação de 50% da empresa de telecomunicações no bloco de controle da Vivo.

SÃO PAULO - O governo português orientou o banco estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD) - que tem 7,3% da Portugal Telecom - a votar contra a venda da participação de 50% da empresa de telecomunicações no bloco de controle da Vivo. A informação - que partiu do primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, durante debate no parlamento português - antecede a assembleia da próxima quarta-feira, em que os acionistas portugueses vão apreciar a oferta de 6,5 bilhões de euros lançada pela Telefónica para atingir 100% do controle da operadora de telefonia móvel brasileira. Aos parlamentares, Sócrates apontou a necessidade de defender uma empresa portuguesa de telecomunicações com dimensão internacional, posição que já havia sido manifestada pelo premiê durante sua visita ao Brasil no fim do mês passado. Na época, ele argumentou que a presença da Portugal Telecom na Vivo é estratégica dentro das políticas do país europeu de estímulo a investimentos nas áreas de pesquisa e desenvolvimento industrial. Como parte de uma manobra para transferir a capacidade de voto na assembleia da próxima semana, a Telefónica vendeu nesta semana uma fatia de 8% no capital da Portugal Telecom. (Eduardo Laguna | Valor, com agências internacionais)

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