A dívida consolidada da empresa é da ordem de R$ 4,1 bilhões, segundo informação levantada pelo ministério da Fazenda

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou na segunda-feira um vultoso empréstimo de R$ 3,7 bilhões da Caixa Econômica Federal, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para melhorar o perfil de endividamento da Celg, empresa goiana de geração de energia elétrica. Em evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), o ministro destacou que é uma "soma bastante expressiva" e que será repassada para a empresa através do governo do Estado de Goiás, principal acionista da companhia. 

"Não sei se já houve crédito dessa magnitude para um Estado", disse o ministro, que explicou a modelagem da operação de financiamento. "Não é um empréstimo para Celg, porque a empresa não tem condições de contrair o empréstimo. Mas é um empréstimo ao governo do Estado que repassará os recursos para a Celg", explicou Mantega. 

O Tesouro Nacional, segundo ele, vai dar as garantias ao Estado para viabilizar o financiamento. O ministro destacou que as contas sobre os custos da medida já foram feitas, mas não as revelou. Apenas ressaltou que os juros do novo financiamento serão menores que os atualmente pagos pela Celg, cuja dívida consolidada é da ordem de R$ 4,1 bilhões, segundo informação levantada pelo ministério da Fazenda. 

"Com esse empréstimo, a Celg conseguirá aliviar sua situação, pagar juros menores e viabilizar mais investimentos. A solução é muito boa para a Celg e o Estado", disse Mantega, destacando que a empresa hoje está paralisada por conta de seu nível elevado de endividamento. "O governo federal quebrou a cabeça para equacionar isso", acrescentou o ministro. Segundo ele, a liberação dos recursos deve ocorrer rapidamente, dependendo agora da aprovação pela Assembleia Legislativa de Goiás. 

O ministro da Fazenda se antecipou a possíveis críticas que vinculem a iniciativa ao período eleitoral. "Não é uma solução para um governador ou partido", disse Mantega, explicando que, quanto mais se demora, maior se torna o problema de endividamento da companhia. "Não vejo caráter partidário nessa questão. O governo federal deu soluções para os Estados brasileiros independentemente dos partidos. Um dos Estados que mais recebeu créditos do governo federal foi São Paulo, governado pelo candidato oposicionista José Serra. Não temos que olhar questões partidárias. Se a Assembleia não aprovar esse crédito vai perder grande oportunidade de dar uma solução que será boa para quem quer que for o governo", defendeu Mantega.

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