Para 2011 estão previstas apenas 15 inaugurações, 10 com a marca Casas Bahia e 5 com a bandeira Ponto Frio

O plano apresentado pela Nova Casas Bahia, varejista resultante da fusão dos negócios da Casas Bahia, Ponto Frio e do grupo Pão de Açúcar no varejo de eletrônicos e móveis, não prevê uma forte expansão. O foco será a reforma e a conversão das lojas existentes. Para 2011 estão previstas apenas 15 inaugurações, 10 com a marca Casas Bahia e 5 com a bandeira Ponto Frio, o que deve consumir investimentos de R$ 33 milhões. Juntas, as redes hoje possuem 1.022 lojas, em 12 Estados. A estimativa é de que a nova varejista fature R$ 20 bilhões em 2011.  

A prioridade, neste primeiro momento, será elevar a venda por metro quadrado e a eficiência do Ponto Frio, afirmou nesta quinta-feira o presidente da nova companhia, Raphael Klein, durante encontro com investidores. Klein é neto do fundador da Casas Bahia, Samuel Klein.

Segundo Enéas Pestana, presidente do grupo Pão de Açúcar, o Ponto Frio encontrava-se em uma situação frágil, devido à política constante de corte de despesas implementado pela gestão anterior da rede, mas sem uma estratégia consistente de preços. A varejista carioca, que era controlada pela milionária Lily Safra, passou por uma processo de venda que se arrastou por dez anos. Fontes consultadas pelo iG avaliam que a Casas Bahia deverá prevalecer na fusão e que a tendência é que o Ponto Frio fique bem menor, podendo até mesmo desaparecer no futuro dentro da nova estrtutura.

No plano apresentado a investidores, Klein afirmou que 50 lojas serão convertidas (mudarão de marca) e outras 50 unidades serão reformuladas em 2011, quando serão investidos R$ 40 milhões no parque existente de lojas. A marca Extro Eletro, que pertence ao Grupo Pão de Açúcar, vai desaparecer e as 47 lojas já serão convertidas nesse segundo semestre, a maior parte delas para a marca Ponto Frio.



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